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Ctrl C / Ctrl V da conversa inteira do Rau (autor).
As figuras não vêm junto com o texto, precisa postar como foto, vou tentar em seguida.
Como excedeu o número de caracteres permitido vou dividir em dois.
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Todas as informações repassadas nos textos abaixo, de minha autoria, não tem como intuito condenar, muito menos de incentivar qualquer prática de aterramento, muito menos por conta própria sem a orientação de um profissional no local da obra! O intuito é apenas o de criar uma cultura, um conhecimento melhor em cima de um assunto tão complexo e controverso como o aterramento elétrico. Em vista disso, não me responsabilizo por qualquer tipo de dano, pessoal ou material, que possam advir de práticas ou interpretações equivocadas do exposto abaixo. Procure sempre um profissional qualificado na sua região!
TEXTO ATUALIZADO EM: 22/10/2010
Há algumas décadas atrás, ou melhor, no início da década passada, mas de forma mais corriqueira nas décadas anteriores, o uso do cinto de segurança nos automóveis era algo raro de se ver, ou o sujeito utilizava só pra viajar ou apresentava a desculpa de que está indo só ali na padaria, ou está dentro da sua cidadezinha onde a velocidade é baixa e há poucos carros, então não precisa por o cinto.
Foram feitas várias campanhas de conscientização do uso do cinto de segurança até que hoje a grande maioria das pessoas nem pensam em utiliza-lo, virou algo automático, é entrar no carro e afivelar o cinto. Eu pelo menos sou assim, virou algo completamente natural.
O mesmo acontece hoje no nosso pais, e na maioria dos paises em desenvolvimento, quem dirá naqueles países miseráveis, com relação ao “fio terra”.
“Fio terra” na verdade é o nome popular dado ao condutor de proteção ou condutor de segurança, também conhecido pelas siglas “PE”, de “Protection Earth”. Por norma ele deve vir na cor verde ou verde com amarelo - condutor zebrado ou “brasileirinho”, como também são conhecidos, nos Estados Unidos entretanto permite-se que o condutor terra seja “nú”, ou seja, desemcapado. Dessa forma, essas cores deverão ou deveriam ser utilizadas apenas no condutor de segurança, mas infelizmente é comum não respeitarem esse código de cores.
Em 2006 o presidente Lula assinou um decreto obrigando que em todas as instalações o fio terra obrigatoriamente deve estar presente. Mas há décadas já existe a recomendação e obrigação do seu uso em normas da ABNT, mas não é respeitado até hoje, principalmente em instalações residenciais onde mal se tem uma planta baixa feita antes de construir, quem dirá um projeto elétrico.
A adoção do aterramento tem vários motivos, mas o principal é a proteção das pessoas. Por incrível que pareça, muitos técnicos de informática instalam esse condutor - de forma errada diga-se de passagem, mas com o intuito de proteger apenas o equipamentos ou no máximo pra parar de dar aqueles choquinhos causados pela fuga de corrente natural da fonte de alimentação do computador, o que é algo bastante equivocado e realmente NÃO protege por si só contra todos os problemas, além de criar outros que em primeiro momento ou por anos e anos, ficam ocultos.
Além do fato dele ser um condutor de proteção para as pessoas que manuseiam os equipamentos, ele tem funções secundárias de proteção ao equipamento. O aterramento também é utilizado por exemplo em torres de celular, sistemas de para-raios prediais (SPDA), para proteger principalmente as pessoas e a estrutura do prédio contra fortes descargas e indiretamente fazer parte da proteção dos equipamentos instalados dentro dessas construções, mas nessa questão, um SPDA não consegue proteger os equipamentos por si só. Esse sistema precisa estar coordenado com outros sistemas pra que a proteção seja efetiva. Enfim, pensar no fio terra como solução pra qualquer tipo de queima é um conceito errado.
O aterramento é um “cinto de segurança” para você, usuário do equipamento. Este foi criado como um meio seguro pra referenciar a tensão descarregada nas carcaças metálicas dos equipamentos que funcionam à eletricidade, tirando essa carcaça de um potencial “flutuante” pra um potencial da Terra ou seja, 0V. Veja que coloquei o “t” de “terra”, em maiúsculo, por uma razão nobre, Terra - Planeta Terra. Tem muita gente por aí achando que preguinho na parede ou fio enterrado num vaso de plantas é um aterramento! Absurdos assim e outros mais bizarros como amarrar o fio terra na janela (QUE PERIGO!) ocorrem por esse brasilzão afora. Aterramento não é aterrar um fio simplesmente, não é toca-lo na terra, é mais complexo do que isso. Aterrar, em termos básicos, é conseguir um perfeito contato com o planeta Terra, da forma que as correntes de fuga, seja de qualquer forma que elas venham a ocorrer, possam ir à Terra mantendo o potencial das massas aterradas em 0V ou na pior das hipóteses em 25V (em ambientes molhados) e 50V (em ambientes secos), evitando assim, eletrocuções. Ambos valores de 25e 50V são valores normalizados como seguros para o toque do ser humano.
Enfim, colocando as carcaças num potencial igual igual ao da terra, 0V, não há circulação de elétrons pelo corpo do ser humano. Vejam que elétrons precisam de uma diferença de potencial entre um ponto e outro para que haja corrente elétrica, para que haja um fluxo de elétrons. No caso de um equipamento vier a falhar, seja por uma queda no chão, seja por um fio descascado ou derretido por qualquer razão e que venha a tocar na sua carcaça metálica, o que que aconteceria se não tivesse um fio ligado à Terra atado na sua carcaça? Sim, o usuário tomaria um choque daqueles! Se as condições forem ideais, esse choque pode ser mortal. O que são condições ideais? Geralmente pés descalços, mãos suadas, corpo molhado, piso molhado, tempo de exposição à essa descarga, caminho que ela faz pelo seu corpo até a Terra, etc. Havendo então uma conexão intencional com o planeta Terra nessa carcaça, os elétrons “acharão” mais fácil ir para a Terra do que pro seu corpo e depois pro chão. A resistência é muito menor pelo condutor de segurança do que pelo corpo humano.
A complexidade do assunto aterramento é tamanha que há livros inteiros dedicados só a esse assunto, já que o aterramento pode assumir tanto um papel funcional dentro da rede elétrica, como um papel passivo, apenas de segurança quando solicitado e é esse o qual está em foco aqui, o condutor de segurança, ou o vulgo “fio Terra”. Essa complexidade se deve às questões funcionais que depende de um bom aterramento e às questões de segurança ao usuário, como também a segurança dos equipamentos, ao se adotar um condutor ligado à Terra como via de segurança, já que o simples implantar deste condutor adiciona mais uma complexidade em todo sistema ou seja, é uma linha a mais pra se gerar disturbios elétricos. Antes tinhamos Fase e Neutro, que já são passíveis de distúrbios elétricos entre si. Com uma linha a mais, prestando outro papel, os problemas só aumentam e o pior, muitas vezes são problemas ocultos que poderão se manifestar “amanhã” ou daqui uma década.
Ao contrário do que as pessoas em geral acreditam, o simples fato de atar um fio ao solo, numa haste metálica, geralmente cobreada, não resolve os problemas relativos à segurança, só complica as coisas! Sim, a carcaça irá parar de dar choquinhos, mas isso é só parte do problema.
Por um lado essa proteção é importante, por outro abre portas pra disturbios elétricos.
“Mas como assim? Como que um fiozinho atado na carcaça do equipamento e enficado na terra, vai gerar problemas? Ainda mais que eu fiz isso e o gabinete do meu computador parou de dar choques!”
No “ramo” do aterramento existem várias coisas a serem levadas em conta ao implantar esse condutor à Terra. Coisas como ambiente no qual esse sistema será usado, hospital, locais com atmosfera inflamável, residências, prédios, etc. Depois vem a analise do solo, suas caracteristicas elétricas condutivas, tipos e numeros de pontos enficados na Terra a serem utilizados, como se conseguir o resultado esperado em determinado tipo de solo e também a topologia de aterramento a ser utilizada. É comum o leigo achar que fio terra é fio terra, só atá-lo à Terra e pronto, mas existem topologias a serem escolhidas pra cada situação, estudos e técnicas, dependendo da funcionalidade que se quer desse sistema. Nesse texto só focarei um pouco nas topologias e não nas técnicas de como se construir malhas, isso é um assunto mais complexo e que o usuário residencial nem precisaria saber. O usuário doméstico não precisa analisar seu solo e utilizar de várias técnicas pra conseguir um aterramento de segurança. Se o padrão de energia, onde fica o medidor de luz, for relativamente recente, ele já conta com um aterramento feito pela CIA Elétrica e esse, se tomado devidas precauções, pode, E DEVE, ser o aterramento de segurança também! Mas reforçar esse aterramento com mais hastes bem espaçadas, não há problema algum, e é até recomendável.Só se deve tomar precaução em saber como que o neutro da red está aterrado fora de sua casa. É muito perigoso adotar esse tipo de aterramento, colocando hastes só na sua casa e saber depois que o neutro da rede externa não está aterrado ou não é aterrado nas residências da vizinhança. Explicarei mais obre isso abaixo quando eu explicar sobre a topologia “TN”. Nesses casos deve se ou aterrar o neutro de cada casa atendida pelo mesmo transformador ou utilizar outro esquema de aterramento. Felizmente no Brasil predomina o neutro multi-aterrado
Bem, existem vários esquemas ou topologias de aterramento, cada uma com suas vantagens e desvantagens. Um exeemplo é ao adotarmos uma topologia tal qual não permita que o equipamento siga funcionando durante uma falha, o que pode ser prejudicial, como por exemplo em ambientes hospitalares, onde um equipamento não pode parar imediatamente na ocorrência de uma falha elétrica à carcaça do equipamento, principalmente em UTI’s ou salas de exames invasivos. O aterramento ainda é importante nesses ambientes, mas detectores de falta à terra precisam existir pra notificar às pessoas que algo está com fuga elevada à Terra e que deve ser corrigido o quanto antes, nesses ambientes a topologia adotada se chama IT, onde o caminho da corrente tem um impedimento ou impedância elétrica, fazendo com que na primeira falta a corrente não suba ao ponto de cortar a energia por meio de um disjuntor. Já num local onde há uma atmosfera inflamável, não pode haver faiscamento, um aterramento em certas topologias não pode ser utilizado por gerar uma corrente de curto-circuito elevadissima, podendo criar arcos voltaicos, nesse caso o esquema TN deveria ser evitado ou usado com extrema precaução e uso de dispositivos DR. Apesar do esquema TN-S ser um esquema de aterramento relativamente seguro, não deveria ser usada indiscriminadamente nesses locais, nem em locais onde não se pode garantir a integridade do consutor neutro, explicarei mais em breve.
A topologia a ser adotada deve ser analisada pelo engenheiro que fará projeto elétrico, sendo que em cada ambiente e topologia escolhida deve estar aliada à dispositivos de alerta e proteção necessários pra que uma desvantagem de uma topologia não vire um risco maior do que se não existisse o aterramento, para que o aterramento cumpra suas funções de fato. Como mencionado anteriormente, o aterramento por si só não faz tudo. Numa residência ou um estabelecimento comercial, em geral o esquema TN-S a partir do medidor de luz é preferível aos outros. Quando o neutro é multiaterrado ao longo da rede elétrica, esse esquema na verdade se chama TN-C-S e não TN-S, TN-S fica sendo só a porção do medidor de energia em diante.
Existem basicamente 5 tipos de topologias de aterramento. Veja bem que estou comentando aqui só a topologia em si e não os métodos de medição, técnicas de instalação das hastes metalicas, tipos de hastes, análises de solo, etc, para melhorar a eficiência elétrica do mesmo. Esse texto só tem a intenção de dar uma uma visão um pouco mais apurada do assunto.
- Parte 2
Topologias ou esquemas de aterramento:
Será apresentada primeiramente o esquema de aterramento em si e logo em seguida as suas vantagens, desvantagens e riscos de adota-lo.
1 - Esquema TT :
Essa topologia é de certa forma incorreta e a mais difundida, principalmente no meio de TI (Tecnologia da Informação) do Brasil, na verdade quando o próprio técnico de informática decide “aterrar” o computador, em predios de Data Centers, muito provavelmente há um projeto elétrico e nesses o sistema de aterramento deve ter sido executado corretamente. A topologia TT é a mais difundida, na minha opinião, por ser o método de aterramento mais fácil de se implementar e manter. Essa topologia basicamente se caracteriza pelo enficar uma ou mais hastes no solo e derivar dali o fio Terra para os pontos finais de uso.
Porque o uso dessa topologia, principalmente se for pra ser usada nos meios informáticos, é incorreta?
Para não ser radical, não devemos dizer que é incorreto usar o esquema TT, mas sim que deveria ser usado sabendo o porquê de se usá-lo ou não.
Existe algumas complexidades as quais os usuários de informática não possuem conhecimento ao adotar essa topologia, são elas:
1 – Equipamentos da tecnologia da informação e eletrônicos em geral usam técnicas para tanto melhorar o seu funcionamento, como por exemplo torná-los mais imunes à certas interferências como também evitar que interferências produzidas internamente saiam do mesmo de volta para a rede elétrica. Uma das técnicas usadas é colocar capacitores entre as linhas Fase-Terra e Neutro-Terra da fonte de alimentação. Para quem não sabe, o fio neutro é um condutor aterrado (mais à frente mostrarei a razão de não ser recomendado usar o fio neutro interno da construção como fio Terra). Mesmo estando aterrado, e esperançosamente bem aterrado pela CIA Elétrica, ele pode apresentar algumas condições na qual pode ser arriscado para o usuário e para o equipamento. Explicarei mais adiante.
Anteriormente comentei que a eletricidade para que onseguisse fluir haveria a necessidade de uma DDP (Diferença De Potencial) entre ambos pontos. Por algumas razões, o potencial do fio neutro pode se elevar, por sobrecarga nesse condutor, por estar mal aterrado, por rompimento em um ponto onde faz com que ele perca seu referencial do o “center tap” do transformador da rua/prédio. Se esse rompimento ocorrer num ponto onde o neutro ainda possa estar aterrado em vários locais, o risco é bem menor. Enfim, nesse exemplo aqui será tratado o problema de diferença de potencial entre neutro e terra quando há descargas atmosféricas.
Veja a situação, você tem um aterramento na topologia TT, o fio Terra da sua tomada está numa haste no seu jardim ou no seu quintal e o neutro está aterrado em vários pontos como no poste de medição (padrão), nos seus vizinhos, no poste do transformador, etc. Aqui já daria pra perceber que uma DDP entre o neutro e o seu aterramento “xing-ling” é muito fácil de acontecer, correto? Ou seja, tensão será criada na malha de condutor neutro da rede e como seu aterramento em relação ao aterramento do neutro flutuarão seus potenciais entre si, poderá haver uma corrente bem alta passando de um terra à outro tendo como caminho a fonte de alimentação do seu eletrônico. Como já comentando, as linhas Neutro-Terra de eletrônicos informáticos possuem capacitores atados entre ambas. Percebe-se então o que poderia ocorrer numa flutuação de potencial entre essas linhas. No mínimo esses capacitores explodiriam e a elevada corrente poderia criar campos magnéticos que levaria junto outros componentes do computador. Outro fator agravante, geralmente as linhas neutro e Terra estão bem próximas na placa de circuito da fonte, mesmo que os capacitores agüentem o tranco, se forem de qualidade muitas vezes agüentam, poderá ocorrer arcos voltaicos entre neutro e Terra também, podendo danificar a fonte de qualquer forma.
Nos casos onde é inevitável o uso do esquema TT, como em redes aéreas onde a continuidade do neutro é duvidosa, tão bem como seu aterramento, há como se minimizar esse risco por meio da instalação instalação de DPS’s (Dispositivos de Proteção contra Surtos) entre Neutro e Terra. Nesse caso deve-se tomar a precaução de selecionar um DPS da mais alta capacidade disponível e se possível algum que utilize a tecnologia “Spark Gap”, por possuir uma alta capacidade para correntes de surto com curvas de elevação e descrescimento mais lentas como a de 10/350 microsegundos. Os dispositivos com Spark Gap suporta algo em torno de 50 à 120kA de corrente e um DPS mais barato à varistor, suporta na melhor das hipóteses 25kA @ 10/350 microsegundos. No míninimo deve se usar um DPS que suporte 12,5kA em 10/350us entre neutro/terra o que equivaleria 60kA @ 8/20us.
O terceiro problema com o esquema TT é o de choque elétrico. A solução nesse caso é a implementação de Dispositivos DR, o qual será comentado abaixo:
1 – Tensão de passo:Tensão de passo é um fenômeno que ocorre quando um gradiente de energia , causado por uma descarga elétrica na(s) haste(s) aterrada(s) isoladamente ou quando a descarga é muito intensa em cima dessa(s) haste(s). Quando ocorre uma descarga elétrica pro solo, esse gradiente elétrico se propaga para todos os lados da haste, de forma mais perigosa pra quem está há um ou dois metros da(s) haste(s) - numa descarga de uma Fase pra terra, no caso de raios a distância de perigo é maior. Quanto mais dificuldade esse ponto de descarga tiver pra dissipar esse energia pro solo, devido n fatores, pior o perigo. Entenda por descarga qualquer energia descendo à Terra, seja por uma falha do equipamento ou por descargas atmosféricas.
O perigo está no momento em que uma pessoa caminha nessa zona de risco, nesse gradiente de energia sendo dissipada à Terra. Os passos da pessoa tendem a estar em potenciais diferentes e zonas com potenciais elétricos diferentes, então quando um pé saí do solo e o outro permanece, nesse ato de caminhar, a eletricidade pode subir por um pé, e descer pelo outro ao tocar no solo, pela DDP criada entre um pé e outro, eletrocutando o indivíduo ou animal que cruzar nesse gradiente. Isso pode acontecer principalmente se o solo ou a pessoa tiverem molhados, a pessoa descalça. E se esse evento ocorrer na rede elétrica externa de distribuição, onde há linhas de alta tensão, a camada de borracha fina do solado do calçado não irá isolar nada. Por isso se você ver um fio do poste caido no chão, nem passe perto. E se você tiver dentro de um veiculo acidentado, permaneça dentro dele até chegar ajuda e não toque nas partes de metal, mas se for necessário sair do veiculo, não toque no metal caso o condutor elétrico esteja em contato com a lateria e pule com os dois pés juntos e calcaçados, os dois pés devem tocar ao mesmo tempo no solo, vá pulando com os pés juntos, até uma distancia boa do ponto em que o fio estiver em contato com o solo, mas de qualquer forma é melhor ficar onde você está até a ajuda chegar!
Porque no esquema TT isso é mais crítico? Nesse esquema dificilmente se consegue dissipar grande energia à Terra sem que com isso grande parte dela fique “presa” nas proximidades da superficie da haste porque é difícil conseguir uma resistência tão baixa no esquema TT igual á do esquema TN, ainda mais com uma ou poucas hastes e pouco espaçadas uma das outras. Um piso de borracha grossa em volta das hastes poderia servir como um paliativo em descargas de baixa tensão. Mas no caso do uso de dispositivos DR, os quais são obrigatórios em qualquer esquema TT, isso seria de menor preocupação, ainda assim descargas atmosféricas poderiam criar um grande grandiente de tensão de passo entre dois pontos aterrados independentemente, sendo assim necessário que no esquema TT se utilize também obrigatoriamente um DPS de alta capacidade de dissipação de corrente, entre neutro-terra. Ele fará o papel de equipotencializar essas duas linhas momentaneamente durante uma descarga atmosférica.
2- Tensão de contato: A tensão de contato é aquela que pode se desenvolver nas carcaças quando da falha no equipamento que venha a energiza-lo. No esquema TT isso é crítico. Como eu havia comentado, é muito difícil conseguir uma resistência baixa o suficiente. E qual a necessidade disso? Se a resistência/impedância é alta demais, no momento em que ocorrer uma falha desse tipo, o disjuntor ou fusivel da sua casa ou do seu protetor local, não vai atuar, já que a corrente não tem como se elevar ao “infinito” para que um simples disjuntor ou fusível venha atuar, em termos técnicos temos uma baixa corrente de curto-circuito. Mesmo que se tenha um aterramento TT com a resistência relativamente baixa, digamos de 5 Ohms, a atuação do disjuntor ou fusível não é rápida o suficiente ou nem mesmo atua. O tempo é um fator crítico aqui, porque um dos fatores importantes que está entre a vida e a morte de uma pessoa que esteja em contato com uma carcaça energizada acidentalmente, é o tempo de contato. O disjuntor precisa agir instantaneamente, portanto para que o potencial da carcaça não se eleve acima de 25 ou 50V AC
Qual seria a solução nesse caso? O dispositivo DR! Mesmo assim deve se tomar a precaução de testá-lo periodicamente através do botão de teste disponibilizado na frente do dispositivo.
Sem alongar demais, a siga DR vem de “Diferencial Residual”. A função do DR é monitorar o ”balanceamento” entre a corrente que “entra” e a que ” sai” pela fiação ou seja, a corrente que vem pelo fio fase e o que retorna pelo condutor neutro ou outra fase. Idealmente a diferença entre o que entra e sai é 0. Há naturalmente pequenas fugas em qualquer instação, então o valor absoluto não dá exatamente 0, mas para efeitos de ilustração, essa diferença dá 0. Quando ocorre um choque elétrico ou uma fuga para à Terra por qualquer razão, o DR desarma o circuito, protegendo o usuário. Na verdade, por norma, o uso de DR é estritamente obrigatório no esquema TT, e é a única forma de se proteger o usuário nesse topologia. Mesmo que o aterramento TT apresente uma resistência elevada, digamos uns 800 Ohms, um dispositivo DR de alta sensibilidade (30mA) é capaz de proteger o usuário prontamente. Bem, basicamente esses são o principais problemas em se adotar a topologia TT, mas que se tomada devidas precauções, pode ser usado caso outra topologia não ser recomendada.
Esquema TN-C:
O TN-C consiste em usar o mesmo fio neutro das caixas de tomada/passagem para ligar o pino de aterramento dos equipamentos. Em principio essa técnica é válida e funciona como um aterramento de baixa impedância, mas há riscos grandes nessa topologia.
1 – O neutro tem corrente trafegando pelo mesmo e dependendo de alguns fatores e desequilíbrios na rede, esse condutor passa a não ter mais seu potencial em 0 volt, sendo assim, pode apresentar um risco de choque elétrico, principalmente se esse neutro se romper em alguma caixa de passagem.
2 - A proximidade da corrente em fluxo no neutro pode gerar interferências nos equipamentos ao ligar o seu fio terra diretamente no neutro. Quanto menor a proximidade do terra do equipamento ao neutro, maiores as chances de ocorrerem interferências sendo que uma distância de pelo menos uns 10 metros já elimina bastante as chances de ocorrerem interferências.
3 – Há o risco de alguém mexendo em alguma tomada ou caixa de passagem inverter os fios, daí poderíamos ter até 220V na carcaça do equipamento.
Há poucos casos onde o esquema TN-C é viável, mas deve ser evitado ao máximo e mesmo nesses casos as precauções a serem tomadas são tão grandes que é melhor mesmo não ter aterramento, mas apenas um dispositivo DR ligado no quadro, o que seria muito mais seguro e mesmo assim não há razões para não adotar outra topologia a não ser financeiras.
Vale dizer que DR é incompativel com o esquema TN-C, já que nunca poderia atuar numa falha Fase-Carcaça (Terra), já que fio neutro e fio terra seriam a mesma coisa nessa topologia.
rauUsuário
Esquema TN-C-S:
A topologia TN-C-S é um misto da TN-C com a TN-S. Numa rede de distribuição típica, o neutro é aterrado e chega até o seu medidor de luz em esquema TN-C e é aterrado novamente, desse ponto em diante ele segue em TN-C até a caixa de disjuntores. Desse ponto em diante, se ligarmos o fio terra no neutro e derivá-lo separadamente do condutor neutro, está feito um esquema TN-C-S. Entretanto, em qualquer rede onde temos o neutro multi-aterrado e derivarmos o fio terra em qualquer ponto, o esquema continuará sendo um TN-C-S, apenas a porção onde há a separação em diante, consideramos TN-S. Logo globalmente o esquema é sempre um TN-C-S. A diferença fica de onde derivamos o fio terra, quanto mais longe de uma haste de aterramento, menos seguro.
A vantagem em utilizar esse esquema é a facilidade de se obter um aterramento confiável, de baixissima impedância, muitas vezes menos que 0,5 Ohms, podendo-se assim utilizar apenas disjuntores para a proteção do usuário, salvo casos onde o circuito é muito longo já que quanto mais longo o circuito e menor a “bitola” da fiação, maiores as chances do disjuntor não agir rápido o suficiente. De qualquer forma, isso não é de grande preocupação num ambiente residencial, onde as distâncias são sempre relativamente pequenas. De qualquer forma, um dispositivo DR resolveria esse problema e é sempre muito bem vindo.
Esse esquema pode apresentar algumas desvantagens do esquema TN-C, mas com menos riscos, só que ainda pode, apesar de mais dificil que no esquema TN-C, ter elevação de potencial no fio terra após separado do neutro na caixa de disjuntores. O esquema TN-C-S onde o fio terra é derivado a partir do neutro do quadro de disjntores pode ser usado caso não haja nenhuma alternativa, e é recomendável que se use DR, mas nesse caso o fio Terra propriamente dito tem que ser derivado do neutro antes do neutro passar pelo DR. Mais recomendável que se derive o fio terra na haste da entrada ou dentro do quadro de medição.
A equipotencialização de qualquer superfície condutiva dentro da construção é um outro tema importante ao utilizarmos um esquema TN-C-S, está adicionado um texto mais abaixo onde fala sobre o assunto, mas basicamente devemos equipotencilizar ou seja, ligar à mesma malha de aterramento por exemplo uma tubulação de metal, uma tubulação de gás, b




