Clube MARANTZ Receivers/Processadores

Tópico para discussão sobre receivers, processadores, e amplificadores multicanal da renomada fabricante Marantz.

Empresa fundada em 1953 por Saul B. Marantz.

https://youtu.be/q13jeqMFHqQ

Entrevista com Ken Ishiwata, o engenheiro embaixador da Marantz (1947-2019)

KI: “Acho que se pode dizer que comecei quando tinha 10 anos – foi nessa altura que construí o meu primeiro amplificador e desde então fiz muitos mais. Quando estava no Secundário, tinha um amigo cujo pai era audiófilo. Quando ele descobriu que era violinista e adora ouvir discos, convidou-me para a sua sala de audição. Ele disse-me: ‘Ken, tens de ouvir isto. Vais-te sentir uma pessoa mudada.’ Colocou um LP no gira-discos e baixou o braço sobre o disco. O som que vinha das colunas, e que eu já conhecia, estava muito diferente naquele dia. A voz da Julie London estava muito mais viva, mais próxima, mais sexy. Nunca tinha ouvido vocais gravados de uma forma tão quente e íntima. Fiquei extremamente tocado por este evento. Olhei para o seu sistema e verifiquei que tinha uma placa cor de champanhe com uma marca de que eu nunca tinha ouvido falar. A marca era Marantz e o amplificador era o Model 7C. Eu não sabia que um amplificador podia fazer uma diferença tão grande. A música que produzia afetou-me tanto que ainda hoje retenho a recordação vívida da emoção e euforia daquele momento especial.

Aquele foi o meu primeiro encontro com a Marantz e fiquei muito curioso sobre o Model 7C. Era evidentemente demasiado caro para mim, pelo que persuadi o pai do meu amigo a emprestar-mo. Levei-o para casa, investiguei-o ao pormenor e comecei a criar uma cópia. Foi nesse dia que entrei no fascinante mundo do projeto de alta-fidelidade. Um mundo de incrível minúcia mas também de integridade holística.”

P: Quais foram os principais desafios da cópia do Marantz Model 7C?

KI: “Naquela altura, os projetos da Marantz eram muito complicados e o que achei mais difícil foram os sofisticados desenhos dos circuitos. O problema com o Saul B Marantz Model 7C é que se não tivermos cuidado, ele oscila. As oscilações acontecem a frequências muito mais altas e era nisso que consistia o maior desafio. Também comecei a explorar a minha técnica de ligações e a melhor forma de os componentes serem soldados. Estudei estes e outros elementos usando o Model 7C como o meu modelo. Foi o início da minha técnica de design conceptual. Acabei por apreciar como todos os elementos trabalham em conjunto, de forma a interpretar o som não apenas como uma função eletrónica, mas de uma forma muito mais redonda, completa e bela.”

P: Fala-nos de “não apenas como uma função eletrónica, mas de uma forma muito mais redonda, completa e bela.” Mas então, como medimos a qualidade?

KI: “Claro que temos instrumentos de medida. Mas eles apenas conseguem medir os ‘parâmetros sónicos’ de uma forma estática. Os instrumentos só conseguem realizar medidas de forma instantânea – é como tirar uma fotografia a uma dançarina: é precisa e fiel, mas não nos mostra o seu dinamismo, velocidade e ritmo. A música é também dinâmica. É tom, volume, tempo e intensidade em mudança contínua. É por isso que de cada vez que trabalho num produto, meço a sua qualidade referenciando-a com uma peça de música que eu conheça muito bem sónica e perceptualmente em relação à sua fonte original. Só então consigo relacionar cada um dos componentes como parte de um todo.

É essencial compreender o que é que a qualidade da música original realmente significa. Acredito que esta é a única forma de referenciar o desenho do projeto. Não podemos simplesmente pegar num CD comercial como ponto de referência, porque não podemos conhecer a autenticidade das suas origens. Na Marantz, compreendemos esta importância como sendo uma necessidade absoluta.

P: Então, a avaliação da qualidade (e a possibilidade de a melhorar) vai depender da sua compreensão dos relacionamentos entre as características sónicas…

KI: “Em princípio sim, mas na realidade as caraterísticas nunca são as mesmas. O contexto muda a nossa perceção do som relativamente ao ambiente. Claro que documentamos metodologias na abordagem e desenvolvimento dos nossos projetos, mas por vezes temos componentes completamente diferentes de forma a conseguir os resultados pretendidos. Não exista uma ‘fórmula’ definida. Por exemplo, se alguém tomar como referências as alterações que fiz num determinado projeto como modelo para outro projeto diferente, não irá resultar. Isto porque a sensibilidade das combinações entre componentes produz características únicas que fazem com que o produto seja interessante. Veja o exemplo de uma equipa de futebol. Podemos colocar a jogar juntos os 11 melhores jogadores do mundo, mas isso não significa que eles ganhem. É entre os elementos destes jogadores que deve ser procurado um verdadeiro sentido de harmonia. Da mesma forma, um bom engenheiro de Hi-Fi dever saber compreender isto.”

P: Obviamente que adora projetar equipamentos de áudio. Gosta mais disso do que da música?

KI: “Não. Amo a música mais do que qualquer outra coisa. Acredito que a música é a maior forma de arte que a humanidade jamais criou. A música comunica diretamente com o nosso coração, liga-nos às nossas emoções, criando uma impressão duradoura. A música é intemporal.”

P: Criou os KI Pearls para celebrar o 30º aniversário da sua associação à Marantz. O que é que os torna tão especiais?

KI: “Gostava de poder dizer que é esta ou aquela combinação de componentes, ou o chassis revestido a cobre, ou alguma outra coisa. Mas tal como já expliquei é na verdade a forma como todos os elementos trabalham em conjunto – como um sistema holístico. Porque eram os Beatles tão especiais? Era a parceria entre o John e o Paul na escrita? Ou o facto de o Ringo ser um tipo terra-a-terra? Ou o misticismo do George? Ou outra coisa qualquer? Não, era tudo isto junto – e o facto de que eles trabalham como um todo. Bastava alterar um elemento e a banda teria sido afetada.

P: Finalmente, o que acha que nos trará o futuro da alta-fidelidade?

KI: Aquilo que sempre nos trouxe: emoção

Because music matters

[ken-ishiwata] 

2 curtidas

Seguindo aqui: ðŸ˜‰

MARANTZ SR-5014 apenas como cérebro do meu modesto sistema, com amplificadores internos nunca desvirginados ðŸ˜‚😂

Bom dia, presente, com SR6013!

Não apenas a qualidade dos Marantz, mas também o visual sempre de muito bom gosto da linha.

Ja tive o processador AV7005, e hoje possuo o processador AV7703.

Curto muito a assinatura sônica dele.

Audio extremamente cristalino.

Olha só “Ken” estava colaborando com uma linha da Rotel! 

https://www.whathifi.com/news/rotel-launches-tribute-hi-fi-products-designed-by-ken-ishiwata

Tenho um receiver SR 6012 e gosto muito !!

Um video do Marantz 8015  no canal Audioholics do youtube.

https://www.youtube.com/watch?v=V6syog2lIwo

Entrando no clube com um AV7005!!

[QUOTE username=Lucio GTR userid=7350911 postid=1312820458]Um video do Marantz 8015  no canal Audioholics do youtube.

[/QUOTE]

Excelente review, o Gene sabe das coisas.

Interessante é que agora alguns modelos da Marantz/Denon quando configurados para o modo de pré-amp completo desliga a amplificação, transformando o receiver apenas em um processador.

É uma função boa pra quem vai comprar um receiver, e mais tarde acrescentar amplificação externa para todos os canais.

1 curtida

[QUOTE username=trenier userid=7347042 postid=1312864780]

Interessante é que agora alguns modelos da Marantz/Denon quando configurados para o modo de pré-amp completo desliga a amplificação, transformando o receiver apenas em um processador. 

[/QUOTE]

GENE há anos tem pedido para os fabricantes criarem essa modalidade de  “pre-amp mode only” e a SOUND UNITED resolveu deferir essa requisição finalmente só agora na linha 2020, em alguns modelos DENON/MARANTZ  ðŸ‘

Num mundo ideal, outros fabricantes deveriam também seguir o exemplo e implementar essa função em alguns dos seus receivers ðŸ™Œ

Se não me engano isso foi lançado com o Denon 8500 já desde 2018

Sim, “pure pre-amp mode” foi denominado esse recurso inédito na época, em um AVR de US$ 4k ðŸ˜¬

Mas isso depois que o GENE mexeu num receiver DENON dele próprio, e fez esse mod ele mesmo ---- é engenheiro eletrônico de formação e trabalhou muitos anos na parte de tecnologia de comunicação do Depto. de Defesa dos EUA Ã°Å¸â€˜Â

E passou a sugerir aos engenheiros da empresa que implementassem esse recurso oficialmente de fábrica em alguns modelos, como item de série Ã°Å¸â€˜Â

O Gene é o terror dos fabricantes, mostra sem papas na língua as deficiências de projetos, inclusive sobre as medições "fantasiosas" de potência dos receivers atuais.

Uma vez ele mostrou que o sistema de calibração YPAO da Yamaha não conseguia detectar e nem equalizar nada abaixo de 30 HZ.

Um review por escrito no site do Audioholics do Marantz 8015(o mesmo do video acima).

https://www.audioholics.com/av-receiver-reviews/marantz-sr8015/conclusion

entrando no grupo com um SR5010

MARANTZ pre-pro como possivelmente você nunca viu antes: ðŸ˜±

https://youtu.be/7NLxpJS75BY

A Marantz pretende lançar o processador AV7706 em

novembro/20.

Entrando no grupo com um SR6012… Gosto muito, mas vou dizer uma coisa que pode chocar: tirando o sistema Heos, e a possibilidade de transmitir direto o Spotify pela rede, meu antigo Marantz 7300 não perde em nada, pelo contrário…

Eu sei que se refere a qualidade, mas não dá pra dizer que num receiver não ter suporte a 4k/HDR e decodificação Dolby TrueHD,DTS HD-MA,Dolby Atmos, DTS-X se qualifica como “não perde em nada” né?

Review do receiver Marantz sr7015 8k AVR

https://www.audiosciencereview.com/forum/index.php?threads/marantz-sr7015-8k-avr-review.16462/