Aqui postaremos links para nossos videos e também é um espaço para quem tiver qualquer duvida sobre in ears e saúde auditiva em geral!
Eu estou com este problema há mais de 20 anos. Percebi de um dia para outro, não consegui dormir com ele apitando, fiz vários exames, nada foi constatado, mas convivo com ele por anos. Ele é suscetível ao bem estar, qualquer doença a intensidade do apito aumenta.
Até alimentação afeta o apito em alguns casos! você fez audiometria?
Olá Rene, boa noite, tudo bem?
Meu nome é Brandão, e estou com 64 anos.
Sempre adorei música e confesso que anos de audição com som acima de um volume civilizado cobraram a fatura.
Tenho redução de audição, a qual só acabou sendo diagnosticada, de fato, em 2017. Hoje eu utilizo um aparelho auditivo da Starkey, porém lendo o relato do Neo, vejo que não sou o único que tenho um zumbido, ou um ruído de fundo em meus ouvidos desde sempre, mas sempre convivi com isto.
Há momentos em que ele aumenta, e sem aviso prévio, volta ao volume normal, se é que posso classificar desta forma.
Desde quando eu acordo, até o momento de adormecer, todos os dias, durante toda a vida. Nenhum exame de audiometria acusou nada de excepcional, até mesmo exame para diagnosticar labirintite deu negativo. Já li a respeito e até histórias de que este zumbido, ou ruído, seria o som do próprio corpo (?), ou um distúrbio raro, mas nada conclusivo.
Vc teria algum palpite? Na atual conjuntura qualquer opinião seria interessante.
Um abraço
Brandão
[QUOTE username=haberbeck_brandao userid=7347406 postid=1312860127]Olá Rene, boa noite, tudo bem?
Meu nome é Brandão, e estou com 64 anos.
Sempre adorei música e confesso que anos de audição com som acima de um volume civilizado cobraram a fatura.
Tenho redução de audição, a qual só acabou sendo diagnosticada, de fato, em 2017. Hoje eu utilizo um aparelho auditivo da Starkey, porém lendo o relato do Neo, vejo que não sou o único que tenho um zumbido, ou um ruído de fundo em meus ouvidos desde sempre, mas sempre convivi com isto.
Há momentos em que ele aumenta, e sem aviso prévio, volta ao volume normal, se é que posso classificar desta forma.
Desde quando eu acordo, até o momento de adormecer, todos os dias, durante toda a vida. Nenhum exame de audiometria acusou nada de excepcional, até mesmo exame para diagnosticar labirintite deu negativo. Já li a respeito e até histórias de que este zumbido, ou ruído, seria o som do próprio corpo (?), ou um distúrbio raro, mas nada conclusivo.
Vc teria algum palpite? Na atual conjuntura qualquer opinião seria interessante.
Um abraço
Brandão[/QUOTE] ola Brandão bom dia! O zumbido é uma condição mais comum finque imaginamos, uma quantidade enorme de pessoas apresenta o zumbido em alguma etapa da vida, é mais comum quando se tem uma perda auditiva instalada, que em muitos casos vem acompanhada do zumbido. Uma investigação mais profunda com médico otorrino pode lhe ajudar a diminuir os sintomas que podem estar relacionados à alimentação, alimentos estimulantes como café, álcool, tabagismo etc. Alguns aparelhos auditivos tem ainda algumas funções que ajudam a mascarar. Lhe sugiro investigar e aprender o que mais afeta o seu zumbido para vc conseguir controlar até um ponto que não lhe incomode tanto. Estou a disposição para qqr dúvida. Abraço
Amigo, você precisa procurar um otoneurologista, que é um otorrino, especialista em disturbios do labirinto e ouvido médio. Eu também comecei a ter zumbidos, achando que se tratava apenas de um efeito por causa do uso constante de fones e som alto e descobri que sofro de Doença de Meniere, que é uma doença que acomete muitas pessoas, comprometendo a audição e o equilibrio e que muitas vezes começa de modo sútil, até se manifestar com fortes vertigens, tamponamento do ouvido, perda de audição e zumbido. O zumbido nunca é algo isolado. Ele sempre está associado a algum outro problema. Até diabete e hipertensão podem provocar zumbido. Não deixe de procurar um médico especializado nesse tipo de caso. Não se conforme somente com diagnósticos simples de otorrinos porque muitas vezes o problema pode não ser tão simples. Eu passei pela mesma situação que você e achei que não se tratava de nada tão grave e agora tenho que conviver com esse problema, que não é nada fácil de se lidar. Procure um especialista pra garantir que não seja nada demais.[QUOTE username=NEO userid=7348107 postid=1312840714]Eu estou com este problema há mais de 20 anos. Percebi de um dia para outro, não consegui dormir com ele apitando, fiz vários exames, nada foi constatado, mas convivo com ele por anos. Ele é suscetível ao bem estar, qualquer doença a intensidade do apito aumenta.[/QUOTE]
Como contribuição, quero apresentar o meu caso: Tenho 51 anos e nem me lembro quando foi que comecei a me interessar por música e equipamentos de som. Me lembro, ainda pequenino, fuçando na rádio-vitrola de casa, escondido dos meus pais. Desde então, a música faz parte da minha vida. Acho que não houve um único dia em que não ouvi música. À medida que fui crescendo, fui refinando meu gosto musical e começando a montar minha coleção de discos, cds, DVDs, etc. E claro, adquirindo equipamentos pra exercer minha paixão onde estivesse. Foi mais ou menos à partir dos meus 13 anos que comecei a fazer uso constante de fones de ouvido, principalmente após a chegada dos Walkman, que permitiam que ouvíssemos música em stereo, de boa qualidade onde fôssemos, algo até então impossível. Fora isso, estava sempre ouvindo meus discos em casa com meus fones na maioria das vezes, já que o volume alto incomodava meus pais. E fazia isso todo o dia, às vezes, até altas horas da noite. Acabei também criando o hábito de ir pra cama com meu walkman, mais tarde substituido por tocadores digitais e celulares, além dos famosos ipods. Ou seja, até bem pouco tempo atrás mantinha esse hábito. Com a chegada dos In Ears Phones esse costume ficou muito mais fácil, porque bastava colocar os fones dentro da orelha e deitar na cama, sem se preocupar em quebrar os fones ao deitar a cabeça. Não raramente adormecia com o som ligado e acordava no meio da madrugada com o som (às vezes alto) ressoando em meus ouvidos. No dia seguinte me sentia cansado, já que o sono acabava sendo prejudicado. Mas meu amor pelo prazer de ouvir música me mantinha agredindo meus ouvidos todas as noites. Até que no final do ano passado percebi que meu ouvido esquerdo estava “tampado”. Parecia que eu havia descido a serra e ele havia entupido. No começo achei que fosse um sintoma aleatório, mas com o passar dos dias percebi que a situação não mudava e pior, a audição desse ouvido estava prejudicada, bem inferior ao direito. Assustado fui até uma clínica de otorrinolaringologia, onde passei com um médico que me pediu uma audiometria, que acusou uma perda de cerca de 15% na audição do ouvido. Foi-me receitado um medicamento à base de Jinko Biloba, para que eu tomasse por 10 dias e se não melhorasse, para retornar. Após os 10 dias a audição melhorou, mas passados alguns dias tive uma pequena crise de labirintite, algo que não tinha há muitos anos. Voltando ao médico, o mesmo diagnosticou que o “tamponamento” se tratava de uma reação da labirintite e me receitou um medicamento apropriado, caso voltasse a ter esses sintomas, mas disse para que não me preocupasse, que essa situação era normal para quem teria labirintite. Pois bem, alguns meses depois, durante uma viagem senti novamente o mesmo “tamponamento” no ouvido esquerdo. Já sabendo do que se tratava, tomei o remédio indicado pelo médico. Ocorre que no dia seguinte acordei com uma vertigem tão forte que mal conseguia levantar a cabeça. Tudo rodava e eu sentia muita náusea. Além disso, um zumbido agudo, como o som de um spot de luzes fluorescentes soava na minha cabeça. Fiquei nessa situação por cerca de 5 horas. Foi horrível. Fui então até um hospital especializado em ouvido e garganta e lá me consultei com um Otoneurologista, que é especialista em disturbios do ouvido e equilibrio, que me pediu vários exames. Exames esses, que levaram várias semanas para serem realizados (audiometria, otoneurológico, bera, eletrococleografia, ressonancia magnética, hemograma e curva glicêmica) e com base nos mesmos o médico diagnosticou que eu tenho Doença de Meniere, uma doença ainda não completamente entendida e que não tem cura. A causa dessa doença ainda é incerta, mas muitos médicos acham que o uso indiscriminado de fones de ouvido e a exposição a volumes elevados por muito tempo podem contribuir para o seu aparecimento, juntamente com outros fatores como, alterações metabólicas (glicemia, colesterol, hipertensão) e estilo de vida desregrado. Uma vez instalada, a Doença de Meniere provoca crises sucessivas que incluem vertigens, náuseas, perda de audição, tamponamento do ouvido e zumbido. As crises podem começar de forma muito sutil, quase imperceptível, mas à medida que vão se sucedendo vão aumentando de intensidade, quando na maioria das vezes a audição já foi prejudicada e o zumbido se instalou no sistema auditivo. Esse foi o meu caso, pois me lembro de ter pequenas crises de vertigens já há muitos anos, mas sempre as considerava como algo simples, tratado com remédios e nunca fiz relação dessas com minha audição. Infelizmente até muitos otorrinos não se atentam à isso e não fazem um diagnostico correto. Esse provavelmente foi o meu caso. Hoje já estou em tratamente há 5 meses e já consegui melhorar bastante. As vertigens cessaram, a audição normalizou, mas os zumbidos continuam me incomodando, mas num nível inferior. Segundo o médico com quem me trato, o zumbido deve ser o último sintoma a ser tratado, já que a prioridade do tratamento é cessar completamente as crises, que danificam o sistema auditivo e causam surdez no longo prazo. Por isso hoje em dia, além de toda a medicação que estou tomando pra combater a doença em si (são 3 medicamentos diferentes), ainda tomo remédios para controle da glicemia e colesterol, assim como, cortei café, chocolate, chás, álcool, açúcar e sal da minha dieta, que são substâncias que contribuem para piorar o quadro da doença, além de ter retomado com atividades físicas. O caminho ainda é longo, mas as perspectivas são otimistas, segundo o médico, já que eu fui diagnosticado à tempo.
Pra quem sofre de algum sintoma no ouvido, minha recomendação é procurar um médico e se o diagnóstico for de que não há nada, não se contentar com isso e procurar outros especialistas para ter certeza que não há nenhum problema com sua audição. Para nós, que temos na música e na audiofolia nosso principal hobby, preservar a audição é fundamental.
E mais uma recomendação: NÃO USEM EARPHONES INDISCRIMINADAMENTE! SE PUDEREM, PREFIRAM OS HEADPHONES E LIMITEM O USO PRA NO MÁXIMO 2 HORAS POR DIA, COM VOLUME LIMITADO A 40% DO VOLUME TOTAL DO EQUIPAMENTO! NÃO FIQUEM SURDOS À TOA!!!
Agradecimentos ao Marcel Salgueiro pelo seu relato, pois contém dicas valiosas. Tenho zumbido contínuo e deficiência auditiva já confirmada em audiometria, e procuro seguir as recomendações médicas de não ingerir chás, café, chocolates e açucares em geral, mas tá difícil - fora álcool, pois sou abstêmio. E vamos levando.
Abraços.
Antigo topico criado no htforum “Vc tem ou sente zumbido nos Ouvidos ?”, quem criou se não me engano tinha um avatar de um fusca amarelo e nem sei para onde foi…
mas não acompanhava esse tópico !!!