Duvida sobre a escala do potenciometro de volume em db

Em um amplificador, o potenciometro de volume marca a posição de maior potência em 0db e de menor potencia em -45db, sendo que sua potencia máxima informada é de 350W/canal à 8 Ohms.

Não sei se estou certo, mas a cada -3db a potencia diminui pela metade. Se for isso mesmo, posso considerar a tabela abaixo como referência para ajuste de potência, de acordo com a potência máxima da caixa à ser amplificada?

Penso em usar/testar caixas com potência nominal máxima em 100Watts e outras com potência acima dos 100Watts.

Valor Potenciometro Potencia (8Ohms)
0 350,000 Watts
-3 175,000 Watts
-6 87,500 Watts
-9 43,750 Watts
-12 21,875 Watts
-15 10,938 Watts
-18 5,469 Watts
-21 2,734 Watts
-24 1,367 Watts
-27 0,684 Watts
-30 0,342 Watts
-33 0,171 Watts
-36 0,085 Watts
-39 0,043 Watts
-42 0,021 Watts
-45 0,011 Watts

Agradeço qualquer ajuda!

Abraço.

@claudio

O seu raciocínio matemático está correto, mas antes de tudo, para que o amplificador atinja a potência de 350W/ch:

1. Deve ser considerado o valor nominal do sinal de entrada (normalmente indicado na especificação técnica como sensibilidade do amplificador);

  1. Provavelmente essa potência foi medida com um sinal nominal de entrada e uma carga resistiva de 8Ohm na saída de cada canal. Impossível de ser reproduzido com caixas de som onde a impedância tem componente resistiva e reativa variável ao longo de todo o espectro audível. Algumas caixas ditas com impedância nominal de 4Ohm podem ter uma impedância variando entre 2 e 40Ohm, dependendo da frequência. Veja um exemplo na figura abaixo da KEF LS50 Meta:

1220KEF50fig01.jpg 

"The solid trace in fig.1 shows how the Meta’s impedance magnitude varies with frequency. Below 200Hz, it is almost identical to that of the 2012 LS50 (fig.2, solid trace), but at higher frequencies the impedance traces are quite different. The Meta remains closer to 4 ohms for longer in the midrange but has a considerably higher magnitude in the crossover region. The new speaker’s electrical phase angle (fig.1, dashed trace) is occasionally high, and I used the formula in a 1994 JAES paper to calculate the “equivalent peak dissipation resistance” (EPDR, footnote 1). The LS50 Meta has minimum EPDRs of 1.66 ohms between 135Hz and 140Hz and 1.7 ohms between 660Hz and 725Hz, both regions where music can have high energy. The partnering amplifier needs to be comfortable driving 4 ohms.

https://www.stereophile.com/content/kef-ls50-meta-loudspeaker-measurements

Trocando em miúdos: A KEF LS50 Meta é especificada com a impedância nominal de 4Ohm, mas entre 660Hz e 725Hz onde a impedância resistiva é 4Ohm, a impedância equivalente, considerando a componente reativa (curva tracejada), é 1,7Ohm. Assim, se você acha que estaria entregando 100W para a caixa, considerando a impedância de 4Ohm, estaria entregando mais de 200W (se o amplificador ou a caixa aguentarem). 

Edmar

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@claudio

O seu raciocínio matemático está correto, mas antes de tudo, para que o amplificador atinja a potência de 350W/ch:

1. Deve ser considerado o valor nominal do sinal de entrada (normalmente indicado na especificação técnica como sensibilidade do amplificador);

  1. Provavelmente essa potência foi medida com um sinal nominal de entrada e uma carga resistiva de 8Ohm na saída de cada canal. Impossível de ser reproduzido com caixas de som onde a impedância tem componente resistiva e reativa variável ao longo de todo o espectro audível. Algumas caixas ditas com impedância nominal de 4Ohm podem ter uma impedância variando entre 2 e 40Ohm, dependendo da frequência. Veja um exemplo na figura abaixo da KEF LS50 Meta:

1220KEF50fig01.jpg 

"The solid trace in fig.1 shows how the Meta’s impedance magnitude varies with frequency. Below 200Hz, it is almost identical to that of the 2012 LS50 (fig.2, solid trace), but at higher frequencies the impedance traces are quite different. The Meta remains closer to 4 ohms for longer in the midrange but has a considerably higher magnitude in the crossover region. The new speaker’s electrical phase angle (fig.1, dashed trace) is occasionally high, and I used the formula in a 1994 JAES paper to calculate the “equivalent peak dissipation resistance” (EPDR, footnote 1). The LS50 Meta has minimum EPDRs of 1.66 ohms between 135Hz and 140Hz and 1.7 ohms between 660Hz and 725Hz, both regions where music can have high energy. The partnering amplifier needs to be comfortable driving 4 ohms.

https://www.stereophile.com/content/kef-ls50-meta-loudspeaker-measurements

Trocando em miúdos: A KEF LS50 Meta é especificada com a impedância nominal de 4Ohm, mas entre 660Hz e 725Hz onde a impedância resistiva é 4Ohm, a impedância equivalente, considerando a componente reativa (curva tracejada), é 1,7Ohm. Assim, se você acha que estaria entregando 100W para a caixa, considerando a impedância de 4Ohm, estaria entregando mais de 200W (se o amplificador ou a caixa aguentarem). 

Edmar

[/QUOTE]

Perfeito Edmar… obrigado pela explicação.

Então há muitas variantes.  A sensibilidade é de 1,4V, mas se o pré enviar um sinal menor, o resultado do amplificador será totalmente diferente, e aí tem a questão das caixas e até os cabos. Então há muitas variantes.  

Mas para efeito de referência, para não deixar o amplificador ultrapassar o limite da caixa, poderei usar o valor do potenciometro como base. por ex.  Caixa de 100W de pico, não passar o potenciometro do -6db, essa seria minha idéia.

Como você já reconheceu, não se pode garantir que com o potenciômetro em -6dB a potência entregue pela caixa vai estar abaixo dos 100W. Se o sinal de entrada atingir o máximo de 1,4V e reproduzir uma frequência que, por acaso, naquela frequência a impedância da caixa desce a 2Ohm, você poderá estar entregando à caixa 350W e não os 87,5W (se o amplificador tiver essa capacidade ou entre então ele entra em proteção ou queima a caixa).

Edmar