Aqui o spalla da Osesp mostrando o domínio que tem sobre o instrumento. Deixa nossas orelhas sorrindo
vc tem em formato digital?
Boa tarde. Tenho sim.
pode compartilhar?
A “Oferenda Musical” é uma obra bem didática, se assim podemos dizer,
na qual Bach nos mostra várias maneiras de apresentar o mesmo tema,
é uma boa peça para se começar a entender o desenvolvimento da música.
coincidências ou não, estava ouvindo esse mesmo disco. e o da saariaho também!
Semana passada teve na sala SP o concerto para orquestra do Bartok
Daphnis et Chloé: o “melhor” de Ravel?
O título que escolhi é uma crítica à esse tipo de pensamento: como é possível eleger uma única peça como “a melhor” dentre tanta música maravilhosa que Ravel compôs? Temos esse tendência de pensar assim pois estamos encharcados do espírito consumidor capitalista que nos leva a pensar que se a obra de toda uma vida pode ser resumida numa única música e, podemos “economizar" nosso tempo ouvindo essa peça eleita como “a melhor” e estarmos assim, "nos educando em Ravel”. Um album de “Grandes Sucessos” não faz sentido algum quando se trata de música erudita mas, como tudo é economia, encontramos esses “Ravel Greatest Hits”. Coisa de americano.
”Sinfonia coreográfica”, é o que Ravel dizia “Daphnis et Chloe” ser. Claro que isso é uma licensa poética do compositor que tanto amamos pois a peça, escrita para um ballet, não possui a forma de uma sinfonia, está mais para um “poema sinfônico”, ouso dizer. A peça é bem descritiva, podemos imaginar perfeitamente o sol nascendo, por exemplo, esse tipo de música é chamada de “música de programa”. Mesmo sem assistir a uma montagem do ballet, a peça se sustenta perfeitamente. É sempre bom lembrar que a música escrita para ballet sofreu uma ruptura na virada do século 19 para o século vinte bem como o próprio ballet, assim como todas as artes, que passaram a ser questionadas na sua forma e, principalmente, função. Esse questionamento trouxe a objetividade que os “tempos modernos” exigiam. Mas isso não nos faz perder o lirismo pois os elementos “antigos" sempre podem ser utilizados sem que o compositor se entregue à soluções fáceis. Ravel compôs a pedido do Ballets Russe de Diaghilev e a estréia se deu em 8 de Junho de 1912, em Paris.
Mas de que setrata “Daphnis et Chloe”? O ballet é situado na Grécia antiga, quando ainda era Hélade, quando os deuses andavam sobre a Terra. A história é bem simples, após os dois se encontrarem, piratas raptam Chloe que é salva pela intervenção do deus Pan e, ao se reunir com Daphne, acontece um "bacanal comemorativo” junto com ninfas; tudo isso na ilha de Lesbos, naturalmente. O ballet dura no entorno de uma hora e existem dezenas de gravações disponíveis, a um click de você, como dizem. Posso destacar as interpretações de Pierre Monteux, Manuel Rosenthal, Charles Dutoit, Claudio Abbado, Lorin Maazel, Yoel Levi, Riccardo Chailly, Myung-Whun Chung e Pierre Boulez. Divirtam-se, o impressionismo francês é, para a música erudita, o que é o rock progressivo para o rock’n’roll. Vive la France!
Particularmente gosto muito da interpretação do Claudio Abbado
para as sinfonias de Beethoven, ela dá um toque mais suave que
os regentes alemães …
abbado é muito bom, qualquer coisa que ele gravou é incrível.
como falei acima, gosto muito das interpretações do Sir Geogi Solti. peguei esse mês a 5ª e 7ª com Vladimir Ashkenazy. gostei bastante também, mas do solti ainda é mais expressiva
O timbre do stradivarius do Yo Yo Ma é maravilhoso …
As sonatas são muito … elegantes! Nada como Beethoven!
@Wandique vai gostar…
É maravilhoso. Eles compraram o Primephonic, desativaram e levaram séculos pra relançar nesse formato, mas a espera valeu a pena.







