Uma questão de equilíbrio: como obter sinergia num sistema de áudio analógico

Se você, está lendo isto neste fórum dedicado à música e seus diversos métodos de reprodução, com muita certeza está buscando uma reprodução de acordo com o seu gosto e preferência auditiva, quer ouvir as suas músicas de modo a soarem agradáveis aos seus ouvidos. Não estou provocando uma discussão de “melhor" ou “pior” mas como obter essa tal da sinergia entre os componentes do sistema: quando e porque devo fazer um upgrade. Creio que isso é busca de muitos que postam, com muita frequência, “este componente é bom”?

O que proponho discutirmos é quais são as características dos diversos componentes que indicam quando devemos fazer um upgrade. Isso é algo complexo quando pensamos que o sistema mais simples é um toca-discos, um amplificador e um par de caixas. Estamos no tópico de toca-discos, é esse o meu interesse, gostaria de saber suas impressões.

Já acompanhando.

Há uns 2 meses atrás, quando comprei a 1210gr notei  que todo o meu sistema era o ponto fraco em relação ao TD. Aí caiu a ficha de recomeçar os upgrades de uma fórma mais estruturada. 

Quais são os componentes do teu sistema?

Conte-nos sobre essa forma estruturada …

Acho que é uma das coisas mais difícil de se conseguir, sinergia entre todos os componentes, sempre parecerá que algum ponto é o elo fraco do sistema, caixa, amplificador, cápsula, pré de phono, cabos, acústica…

Hoje eu acho que é a acústica que está limitando aqui.

Acústica muitas vezes é algo que não tem jeito nem com tratamento acústico quando se trata de uma

sala muito pequena. Eu lembro de ter lido um artigo na saudosa Stereo Review onde havia um fluxograma

das escolhas e possíveis caminhos para “melhorar” o sistema, começando pelas mais baratas até a mais

cara que era, comprar uma casa devido ao tamanho da sala de audições. Eu não saberia dizer quais seriam

as dimensões mínimas de modo que pudéssemos ter uma reprodução ao menos razoável porém, sempre

nos restará os headphones …

[QUOTE username=Wandique userid=7347621 postid=1312840574]

Quais são os componentes do teu sistema?

Conte-nos sobre essa forma estruturada …[/QUOTE]

Recomeçar do jeito que você falou mesmo, a partir de caixas novas. Hoje eu conto com caixas energy C200 (velhas mas tocam bem no nível entry), Cambridge Áudio 640R configurado para stereo (excetuando fr e FL, todas as outras desligadas), cd player Pioneer cdj200 como transporte, Chromecast áudio, TD Technics SL 1210GR com cápsula AT100e. Diante disso, minha impressão é de começar pelas caixas, um bom par de books, depois um integrado de verdade (nenhum de entrada), apesar que o 640R tem números que não fazem feio, e uma Hanna pra finalizar. E você, me dá sua sugestão.

a e tenho também um sub da monitor áudio que eu adoro, ele é muito musical e só fica ligado bem cortado mesmo e pouco volume só pra fazer aquilo que as caixas não conseguem mesmo.

[QUOTE username=Wandique userid=7347621 postid=1312843436]Acústica muitas vezes é algo que não tem jeito nem com tratamento acústico quando se trata de uma

sala muito pequena. Eu lembro de ter lido um artigo na saudosa Stereo Review onde havia um fluxograma

das escolhas e possíveis caminhos para “melhorar” o sistema, começando pelas mais baratas até a mais

cara que era, comprar uma casa devido ao tamanho da sala de audições. Eu não saberia dizer quais seriam

as dimensões mínimas de modo que pudéssemos ter uma reprodução ao menos razoável porém, sempre

nos restará os headphones …[/QUOTE]

Penso que é algo intuitivo e pessoal. Por uma sorte que me acompanha desde que nasci fui parar numa sala com metade recoberta de madeira. E funciona como uma concha acústica . Um mínimo de absorção. E é importante apreciar a sua sala como ela é , desde que não haja disparates enormes.

Cada sala tem sonoridade própria - como uma identidade - e é importante aceitá-la e ocasionalmente fazer pequenos acertos. Mas quando impera a incerteza e acreditar no canto da sereia … aí tá pronto para cair na armadilha de upgrades.

 

Não falta lorota e gente com interesses diversos nesta coisa.

[QUOTE username=Dilbert userid=7350836 postid=1312849415]

Recomeçar do jeito que você falou mesmo, a partir de caixas novas. Hoje eu conto com caixas energy C200 (velhas mas tocam bem no nível entry), Cambridge Áudio 640R configurado para stereo (excetuando fr e FL, todas as outras desligadas), cd player Pioneer cdj200 como transporte, Chromecast áudio, TD Technics SL 1210GR com cápsula AT100e. Diante disso, minha impressão é de começar pelas caixas, um bom par de books, depois um integrado de verdade (nenhum de entrada), apesar que o 640R tem números que não fazem feio, e uma Hanna pra finalizar. E você, me dá sua sugestão.[/QUOTE]

Comece pelas caixas, pude ouvir algumas caixas desde simples até caixas de 15000, e pra mim é o item que mais faz diferença num set.

Experimente sempre que puder. Quando não puder consulte um amigo que já experimentou. Um amigo.

Se não for possível, ou você arrisca ou não fica sabendo. É só isso.

Mas não é isso que se trata este tópico. Não permitam que este acabe sendo como os outros, um lugar

de perguntas e respostas. Coloquem aqui o que vocês experimentaram e deu certo e o que não deu

certo. É tremendamente confortável perguntar “ah e este componente vai “casar” com o meu sistema?”

Houve um caso no forum que foi extinto que um cidadão chegou perguntando alguma coisa e ficou

indignado porque não recebeu resposta e soltou essa: “mas vocês não estão aqui para isso?”

P Jefferson colocou que tudo isso é “intuitivo e pessoal” e ele está certo pois mesmo que eu tenha

um sistema igualzinho o dele, vai soar diferente na minha sala porque é a minha sala e não a dele.

Então coloquem aqui o que descobriram intuitivamente e pessoalmente. Sempre haverá disparidades.

Eu não me canso de escrever aqui que toda e qualquer opinião minha é exatamente isso, uma

opinião e nunca uma verdade. É a nossa experiência. Mas dentro desses relatos sempre é possível

aprender algo e até usar nos nossos sistemas. Acho que é isso, agradeço a paciência de quem

leu até aqui.   

Encontrei um artigo sobre o assunto na revista “Stereo Review” de Janeiro de 1974.

Como a publicação não existe mais, o articulista morreu e a maioria das marcas citadas

também não existem, creio ser uma fonte segura de informações pois, desta forma,

não seremos seduzidos pelo "canto da sereia"do Jefferson. O artigo começa na página 61

neste link ou no arquivo anexo.

Percebe-se, ao longo do artigo, que a indústria não tinha a precisão que temos hoje na

construção dos aparelhos. Então a coisa era feita mais ou menos pelo ouvir o resultado,

da mesma forma que fazemos hoje em Brasil devido à dificuldade de termos acesso à

uma maior diversidade de equipamentos. Desta forma, a leitura desse artigo pode ter

itens que hoje conseguimos tratar de uma maneira mais precisa mas sempre existirá

aqueles medidas que ainda podem ser utilizadas.

a tendência é começar pelas caixas mesmo, o manepipoca foi acertivo e na verdade tudo gira em torno delas, como o Wandique já tinha falado em posts anteriores.

Não esqueça de uma boa elétrica!

Sempre para mim é o primeiro passo a ser dado?