Há muita discussão, talvez até mais do que deveria, sobre o burn-in de equipamentos novos e se realmente afetam significativamente o audio de caixas, equipamentos eletrônicos e até cabos.
No caso das caixas até entendo que a suspensão dos alto-falantes possui uma rigidez inicial de fábrica que pode mudar com o uso, como uma mola pode ficar mais mole se muito esticada ou muito usada ou um fio de cobre pode ficar mais rígido se dobrado várias vezes (encruamento).
Mas nunca entendi como poderia funcionar o mesmo burn-in ou break-in em equipamento eletro-eletrônicos. Até achei que pudesse ser mais relacionado à capacitores e armazenamento residual de carga. Agora achei um texto técnico interessante que explica algumas variações maiores em Resistores, que pode ser até obvia para o pessoal com experiência em eletrônica, mas não é para todos, muito menos pra mim:
"Todos os resistores podem mudar ligeiramente de valor com o tempo. Os fabricantes especificam valores de resistência estáveis no longo prazo, mas mudanças de 50 ou 75 ppm/ano (Partes por Milhão por Ano) não são incomuns em resistores de filme de metal. Para aplicações críticas, dispositivos de filme de metal devem ser
usados por pelo menos uma semana na potência nominal. Durante o burn-in, os valores de resistência podem mudar em até 100 ou 200 ppm. Resistores de filme de metal podem precisar de 4-5000 horas operacionais para estabilização, especialmente se não passarem por um burn-in inicial."
Fonte: página 9.14 do texto “HARDWARE DESIGN TECHNIQUES”, encontrado no site abaixo da empresa Analog Devices:
A pergunta mais difícil de responder é “o quanto isso afeta nosso sistema ou nossa percepção sobre a saída do equipamento”?
A resposta fácil é “Depende”. Não só da quantidade de resistores e outros componentes com variação dentro do enquipamento como também depende da sensibilidade do resto dos enquipamentos no sistema, incluindo o nosso ouvido.
Pelo menos há uma explicação científica mais plausível para o fenômeno!
