Cabos de Rede e Roteadores/Switchs de Qualidade para HiFi

Cada vez mais o digital e streaming tem crescido, e ganho importância na casa de vários usuários, que passam a usar DAC, Integrados e servidores de música e apps que permitem ouvirmos arquivos digitais de musica ou serviços de streaming.

Mas para fazer isto funcionar, e ligar todos estes aparelhos e fontes, as redes passaram a ter um papel essencial. E para elas funcionarem foram introduzidos dois importantes elos nesta cadeia, que são os cabos de rede e os roteadores/switches.

E na busca por um som de mais qualidade, cada vez mais se percebeu da importância deles, e da necessidade de buscar cabos e aparelhos de rede de qualidade.

Por isto estou abrindo este espaço para que possamos trocar informações, dicas, ideias e compartilhar experiências sobre o tema

Fiquem à vontade para comentar e mandar sua opinião.

Vou começar com minha experiência pessoal neste novo mundo que se abriu quando comecei a investir mais no digital em busca de som de mais qualidade, passando a pesquisar mais e ler experiências sobre o tema.

Acho que tudo começou com o maior uso das ferramentas de streaming. Inicialmente o Spotify, que era um dos únicos na época, e que logo percebi as possibilidades que estavam se abrindo na minha frente de ouvir música de uma nova forma, com o poder de poder escolher e pesquisar, ouvindo coisas novas. Depois desta fase inicial, em que percebi que era uma estrada sem volta, em busca de mais qualidade, fui explorar mais, começando por outros serviços, primeiro o Tidal e depois mais recentemente o Qobuz. E depois veio o aplicativo do Roon, que mudou ainda mais minha forma de ouvir musica. Mas deixo isto para discutirmos em outro tópico sobre serviços de streaming de música.

Superado esta etapa da fonte, comecei a buscar outras formas de melhorar o som. E foi a etapa dos DACs. Quando vieram primeiro o Squeezbox, ai o CXN e depois do DirectStream. Sem esquecer dos DragonFly. E depois os cabos analogiscos e digitais de audio e forma de ligados. Mas também deixo isto para outro tópico.

Aonde queria chegar é neste momento em uma nova fronteira que estou entrando neste momento, que é exatamente os cabos de rede e os roteadores/Switches, e como eles influenciam a qualidade e quais os gargalos que existem. E logicamente o que pode ser feito para melhorar isto. E comecei a fazer experiências e testes com ambos. que queria compartilhar e trocar idiéias com outros usuários que também estão nesta mesma fronteira, que começo a explorar muito motivado por relatos e comentários de outros usuários como o Felipe Rolim no finado HT Forum. Mostrando a importância de ter este espaço pata troca de informações e dicas úteis. 

Desde uns 10 anos, fundamentei minha experiência digital apenas em mídias gravadas, compradas nas lojas online (HDTracks, Channel Classics, Linn, DG, Presto, e várias outras), ou ripadas (de CDs meus e de amigos). Para esse tipo de mídia, sempre julguei melhor que as mídias estivessem dentro do próprio computador, em HDs SSD ou M2, do que na rede.

Porém, recentemente, resolvi experimentar Streamers e Network (especificamente o dCS Network Bridge) e aí me deparei com a diferença que faz uma rede devidamente configurada.

Inicialmente, comprei cabos de rede e roteadores mais “velozes” (Gigalam, ou termo equivalente). Mas, por sugestão de amigos, acabei montando cabos Via Blue com conectores Telegartner (comprados na Audiophonics), e filtro isolador de rede EMO Systems. A diferença para melhor foi muito grande.

Mais recentemente, lendo reviews na Internet, resolvi fazer uma rede exclusiva para o áudio, incluindo no sistema o Switch da SOtM SNH10G e o cabo CAT7 da própria SOtM. Apenas com esses aparelhos a reprodução de arquivos de áudio pela rede alcançou um nível semelhante ao que havia obtido antes através da reprodução de arquivos de áudio existentes dentro do próprio computador.

Porém, embora excelente, ainda não está no mesmo nível.

@Risco

Percebeu diferenças audíveis entre o Tidal e o Qobuz?

Tem um tópico somente para Streaming de música?

[QUOTE username=Ari Pereira userid=7347375 postid=1319610678]@Risco

Percebeu diferenças audíveis entre o Tidal e o Qobuz?

Tem um tópico somente para Streaming de música?[/QUOTE]

Deve haver. Seria bom levar para la esta conversa dos serviços de streaming…

Mas adisnyandi: Sinceramente não. Pelo menos aqui no meu sistema e com meu ouvido limitado. Assim como nas músicas que escolhi e estilo que gosto. 

O que percebi foi que a parte de classicos em alta definição é maior. Talvez o maior diferencial deles. Mas como não é o que mais ouço, não devo renovar a assinatura. Até lá vou aproveitando, principalmente a integração com o Roon, de onde comando ele e escolhi as músicas e playlists.

[QUOTE username=ÉdisonCh userid=7354414 postid=1319605271]Desde uns 10 anos, fundamentei minha experiência digital apenas em mídias gravadas, compradas nas lojas online (HDTracks, Channel Classics, Linn, DG, Presto, e várias outras), ou ripadas (de CDs meus e de amigos). Para esse tipo de mídia, sempre julguei melhor que as mídias estivessem dentro do próprio computador, em HDs SSD ou M2, do que na rede.

Porém, recentemente, resolvi experimentar Streamers e Network (especificamente o dCS Network Bridge) e aí me deparei com a diferença que faz uma rede devidamente configurada.

Inicialmente, comprei cabos de rede e roteadores mais “velozes” (Gigalam, ou termo equivalente). Mas, por sugestão de amigos, acabei montando cabos Via Blue com conectores Telegartner (comprados na Audiophonics), e filtro isolador de rede EMO Systems. A diferença para melhor foi muito grande.

Mais recentemente, lendo reviews na Internet, resolvi fazer uma rede exclusiva para o áudio, incluindo no sistema o Switch da SOtM SNH10G e o cabo CAT7 da própria SOtM. Apenas com esses aparelhos a reprodução de arquivos de áudio pela rede alcançou um nível semelhante ao que havia obtido antes através da reprodução de arquivos de áudio existentes dentro do próprio computador.

Porém, embora excelente, ainda não está no mesmo nível.[/QUOTE]

Obrigado por comoartilhar suas experiências. Sempre importante.

Aqui, até por demanda dos filhos gamers, sempre tive uma rede de qualidade e rápida, baseada em aparelhos da Ubiquiti (Unify) e cabos Cat 6 da Furukawa. Mas depois de pesquisar um pouco, e ler alguns comentários no finado HT Forum, resolvi que queria trabalhar melhor este assunto, e ver se realmente como falou, teria melhora?

Mas como disse acima, estava tudo ligado na mesma rede, e como você vou nesta mesa direção de montar uma sub rede apartada, ligando nela em um Switch separado próprio todos os equipamentos de áudio. Esta seria o primeiro passo para mitigar as interferências.

Para isto, comprei o que precisava. Para começar a experiência, estou montando os cabos CAT 8.1 com Conectores de qualidade ambos blindados. Comprei o cabo e os conectores separados na Amazon, e agora montando aqui os cabos em si, dando um acabamento visual melhor. Depois detalho mais abaixo sobre os cabos. Mas dando continuidade no projeto, também comprei um novo switch, especial próprio para isto, com alguns recursos de mitigar o problema do ruído e interferência. Ainda não deu tempo de instalar ainda o Silent Angel Bonn N8.

Seguem mais detalhes dos novos cabos CAT 8.1 com conectores blindados que resolvi montar. Objetivo era ter cabos com uma maior blindagem, especial nos conectores RJ45, de forma a tentar mitigar os ruídos e interferências. Mas sem deixar de lado um visual diferenciado, fugindo um pouco dos tradicionais cabos de rede. Neste sentido foi usado uma malha preta, e um termo retrátil preto nas pontas junto aos conectores RJ45, para dar o acabamento final, e deixar a malha melhor presa ao cabo original (branco).

Começo já mostrando o resultado final.

image11.jpeg    

 

Mas vamos ao detalhes prático, como exemplo para quem desejar fazer algo similar…

Primeiro do cabo e dos conectores, comprados na Amazon UK, com link abaixo:

  1. Conector RJ45 Primewire - próprio para CAT8 Blindado que aguenta  40Gbps de velocidade de dados em 2000 MHZ de Erhernet.

O que me fez escolher este modelo foi primeiro a blindagem dele, que como mostra a primeira imagem abaixo, reduz a interferência.

91dkEPZ9eVL._AC_SL1500_.jpg  91XooDgvbcL._AC_SL1500_.jpg     81LwdJtbnxL._AC_SL1500_.jpg 

Além disto tem toda uma forma de clipagem bem prática e orientada, sem necessidade de ferramentas próprias. Como podem ver nas imagens abaixo.

2)  Cabo CAT 8.1 - Padrão Classe 1

Quanto ao cabo o escolhido da mesma marca seguindo padrão CAT blindado 8.1 que aguenta velocidades e frequências mais altas com maior possibilidade de transmissão de dados, o que provavelmente não será usado todo seu potencial.

91cCPNctpOL._AC_SL1500_.jpg  91t0UP7-w6L._AC_SL1500_.jpg 

Segue abaixo mais algumas fotos da montagem dos cabos e eles nos conectores RJ:

image10.jpeg  image9.jpeg  image8.jpeg  image7.jpeg  image6.jpeg 

 

Tenho a facilidade de ter um filho que mexe com redes há pelo menos uns 20 anos. É bom, e é ruim, porque não compreendo muito bem, aliás nem consigo acompanhar tudo o que ele faz. Foi ele que configurou a rede exclusiva para áudio. Para meus ouvidos, a diferença pareceu bem expressiva. Mas, julgo que ela seja devida também por conta dos produtos da SOtM, empresa que vem trabalhando no desenvolvimento desse segmento, com aplicações em áudio, há muito tempo.

Como você está fazendo, iniciei com cabos Gigalan e conectores especiais da Furukawa, ligando a rede principal nos aparelhos. Mas, amigos me aconselharam os cabos Via Blue, alemães, com conectores Telegartner. É outro universo. Um salto (de início nem parece tanto, mas passado algum tempo de uso, a diferença é bem grande). Para propósitos normais, de áudio, acho a qualidade desses cabos suficiente.

Porém, com a compra do dCS Network Bridge, precisei incrementar a qualidade, pois de início a performance, embora boa, havia ficado bem abaixo do computador (PCA), montado com base no C.A.P.S.-IV. Então, me sugeriram de início o filtro GIGAFOIL, para suprimir o alto nível de ruído da rede. Pesquisei a respeito, e o custo ficaria muito alto. A política atual de importação por encomenda através de empresas Courrier (UPS/FEDEX/DHL) está um absurdo. Com taxas, tarifas, impostos e contribuições, o gasto para liberação é de cerca de 105%  do valor da fatura, inclusive frete.  O dono da Gigafoil não aceita declarar valores a menor. Ficaria um total de cerca de R$ 6.000,00, por um filtro de rede. Há coisas ainda muito mais caras, como cabos de rede de 1,5m vendidos entre 1 e 5 mil dólares.

Acabei optando pelos produtos da SOtM, à venda na Pioneer Internacional do Paraguai, e que ficam bem mais baratos e possuem qualidade similar. Mesmo assim, uma mordida dolorida.

Então, acho, no achômetro mesmo, que a pessoa de ambições médias, com bom setup, e que deseja simplesmente incrementar a qualidade do áudio via rede (local e remota), pode ficar muito bem servida com um bom roteador, um filtro de rede como aquele EMO SYSTEMS que adquiri, e cabos Via Blue montados com conectores Telegartner. Comprei na Audiophonics francesa, e eles aceitaram mandar uma fatura a menor. O cabo de melhor qualidade e o filtro são imprescindíveis mesmo apenas no segmento final da rede, antes do streamer ou computador, mas fazem diferença em qualquer segmento.

A segunda parte, uma vez que os cabos estacam prontos, foi instalar o novo switch Silent Angel Bonn N8 e colocar os cabos conectados nele e nos aparelhos de audio.

Fiz um teste, e logo percebi de que dado o tamanho dos conectores, teria dificuldade de conectar 8 cabos com este conector RJ45, pois o mesmo é um pouco mais largo, e ia ficar justo.

image2 (2).jpeg  image1 (2).jpeg 

Por isto para usar todas as 8 portas teria que usar outros cabos CAT 8.1 que já tinha que usam conectores RJ45 mais estreitos. Teria que intercalar de dois em doi, que ai daria.

Sorte que não vou usar todas elas. 

Por enquanto estão ligados:

  1. Servidor de música e Roon Server em um NUK I7

  2. DAC DirectStream

  3. DAC CXN V2

  4. Squeeze Box Touch

Por enquanto ocupando 5 porrtas (tem a que vai para o Switch principal).

Ainda vou ligar em breve nele: o Devialet com o MiniDSP SHD, e talvez o outro micro. Mas fica para a próxima etada do trabalho.

Outro cuidado que fiz foi colocar um filtro isolador galvânico alemão da Emo modelo EN-30, que já tinha e usava, por isto por que não usar também, entre o swicth principal da Ubiquiti , e este novo Silent Angel.

image4 (1).jpeg  image3 (1).jpeg  image0 (9).jpeg 

Uma vez tudo montado e funcionando (de primeira) chega o momento de colocar para funcionar na prática, e botar algumas musicas para funcionar.

Havia escrito a resposta acima anteriormente à sua postagem, mas porque editei duas vezes, ela acabou ficando posterior à sua. Apenas por isso não fiz referência a sua postagem. Me desculpe. Muito interessante tua boa solução. Não conheço os produtos Primewire. O conector Telegartner que comprei também é Cat 8.1. O cabo da Via Blue não, mas em termos de especificações técnicas são bem semelhantes. O filtro é o mesmo que usei. Porém, os produtos da SOtM já vêm com um sistema especial de filtragem, assim coloquei o filtro da EMO Systems entre o servidor e o Switch, deixando entre o Switch da SOtM e o Network Bridge apenas o filtro incluído no cabo CAT7 da SOtM. Estou testando também o cabo de Rede Audioquest Diamond.

O cabo da SOtM é superior ao da Via Blue, mas, apesar disso, acho que para a maioria das situações o cabo da Via Blue poderia ser suficiente. Como disse, não conheço o cabo da Primewire. Adquiri outros cabos CAT 8 no ML, e o topo de linha da Ghent Audio, mas eles se revelaram inferiores aos Via Blue. Por esse motivo sugeri o Via Blue, que é um cabo de preço bem razoável, e os conectores Telegartner, usados nos melhores cabos de rede do mercado.

Provavelmente não deve haver muita diferença entre os conectores. O mais importante é o cuidado de serem blindados, mitigando o problema da interferência em especial no lado do Switch, que como pode ver pela foto acima, eles ficam muito colados um no outro dado que as portas são muito perto.

Sobre o Switch, este da Silent Angel, similar a solução da SOtM, também tem exatamente este cuidado tanto no circuito de energia, como também principalmente no isolamento dos circuito das portas de rede.

Mais detalhes no video institucional deles.

https://www.youtube.com/watch?v=kSVKtIR2K2E&feature=emb_logo

A escolha que fiz pelo Silent Bonn N8 em relaçao ao SOtM SNH-10g, que tem uma proposta semelhante, foi principalmente por causa da diferença de preço. Custava a metade. Então achei que seria uma solução mais atrativa para iniciar os testes e ver se realmente um Switch poderia fazer diferença ou não?

Li alguns reviews em que a SOtM é indicada como a melhor alternativa. Há até um vídeo no Youtube com um comparativo a respeito. Inclusive, com resultado superior aos filtros de rede. Mas, veja, não sou especialista, nem defendo marca, apenas relato minha experiência estrita e restrita, a respeito. O resultado a que cheguei é muito bom, mas ainda não supera uma fonte digital tradicional, como um CD Player de alto nível, ou um computador montado para ser um servidor de áudio com os arquivos de áudio localizados em HDs internas. É apenas mais prático.

Esse me parece ser um mercado ainda em desenvolvimento e com muitas incertezas. Muitas marcas falam da indiferença dos switches para o áudio. O Paul da psaudio tem um video nesse sentido. Os engenheiros da dcs também se manifestam assim nos forums deles. 

Depois de muito ler e pensar, a diferença tem que estar no ruído. Porque os bits serão sempre os mesmos, e a interface assíncrona faz com que os clocks dos switches sejam irrelevantes.

Nesse sentido, Ted smith, também psaudio, da 2 conselhos:

  • evite gigabit, porque aumenta o ruído eletronico

  • evite cabos categoria superior a 6a, porque tem conexão de terra via o plugue blindado, e assim unem o terra do switch ao do equipamento, também aumentando ruído (e podendo inclusive causar ground loops).

mas dentro de toda a controvérsia, a questão ,e parece ser experimentar. 

Boa noite. Ouvi por aí que a gente deve aterrar apenas o terminal que vai ser conectado ao Streamer ou Network. Fiz dessa forma. Costumo ser extremamente curioso e obediente. Notei também que os conectores 8.1 (Telegartner) produzem resultados melhores do que os demais. O Switch da SOtM é um bom recurso, sabendo configurar. No meu caso, apenas a rede estrita de áudio (NAS e N. Bridge) está conectada através dele. A conexão com a rede doméstica é feita através de um roteador também exclusivo, ligado “em paralelo”.

Depois de muito experimentar, cheguei à intuição de que não deve se tratar apenas dos “ruídos” da rede, importantes sem dúvida, mas também à intervenção no processo dos diversos protocolos/programas associados à troca de dados pela rede,  e à dificuldade para configurar alguns parâmetros do processamento do áudio (latência, buffers,etc.), coisa que a gente faz com o Audirvana, com o JRiver, com os drivers da dCS e da Weiss, mas não com Streamers e Networks. Áudio digital não são apenas zeros e uns, os meios/instrumentos físico e lógico também são muito importantes. Caso contrário não haveria tanta diferença entre os diversos equipamentos.

O Alexandre sugeriu que eu tocasse o Network através do computador, usando o JRiver. Não consegui fazer isso.

Vamos tocando o barco, remando. O áudio digital tem evoluído bastante.

É verdade. O digital tem evoluído muito. E aterrar apenas um lado segue a dica do Ted smith: não conectar o terra de ambos os equipamentos. Mas entre nós: aterrar só de um lado é o mesmo que não aterrar. Vamos tocando o barco

https://dcs.community/t/datastream-over-network-tcp/492/4

De toda forma, para quem tiver interesse, essa discussão no fórum da dcs sobre como funcionam som protocolos de rede para áudio é excelente. 

Esse post do engenheiro deles é extremamente direto

Audiophile Ethernet switches are a solution looking for a problem

esse video da PSAudio também é ilustrativo

https://www.youtube.com/watch?v=e8LSLB62R64

[QUOTE username=jvvita userid=7347539 postid=1319625457]Esse me parece ser um mercado ainda em desenvolvimento e com muitas incertezas. Muitas marcas falam da indiferença dos switches para o áudio. O Paul da psaudio tem um video nesse sentido. Os engenheiros da dcs também se manifestam assim nos forums deles. 

Depois de muito ler e pensar, a diferença tem que estar no ruído. Porque os bits serão sempre os mesmos, e a interface assíncrona faz com que os clocks dos switches sejam irrelevantes.[/QUOTE]

Obrigado pelos comentários. Bem interessante. Na linha de que tenho visto e tentado seguir também. 

Trata-se sim de uma nova fronteira que a cada dia evolui e se sofistica mais. Com mais empresas especializadas, vos equipamentos e acessórios variados. Muita coisa mesmo. E sem uma verdade única, pelo menos por enquanto…

Concordo de que Bits são Bits e não há como modifica-los, e os pacotes não são perdidos, caso contrário não são lidos se não completos. Neste caso também só vejo influência externa nos ruídos que podem vir pelo cabo de rede, e influenciar a qualidade final do som. Por isto vejo que os desenvolvimentos estão mais em como evitar estes ruídos. 

O caminho que tenho começado a testar é na blindagem, seja dos cabos, seja dos conectores, assim como no switch com recurso de não deixar o ruido de um cabo atrapalhar o do outro e logicamente, segregado em uma sub rede só com os equipamentos de audio, mitigando o ruido dos demais equipamentos na rede geral. Um pouco do que disse acima.

Apesar de respeitar o Ted, tenho ainda minhas dúvidas nestes dois pontos.

Inclusive por que a conecsão da Bridge 2 é Gigabit (apesar de isto não estar escrito em lugar algum, mas quando conecto no Swith esta é a velocidade que a luz mostra que ela é capaz).

O problema não esta no CAT 6 ou superior em si, tirando este detalhe do terra. Em termos de capacidade de velocidade que o CAT 7 e 8 tem a mais, não acho que faz diferença prática. Mas na blindagem que eles tem sim acho. Por isto olhando esta afirmação dele solta, fico na dúvida.

Acho também que o foco de interferências aonde provavelmente esta o maior risco, é na conecxão das portas do switch, dado que os conectores fica muito pertos (para não dizer colados) um nos outros. Acho que o gargalo esta mais ai no conector por este motivo. O cabo não necessariamente esta perto de outras fontes magnéticas. 

 

É evidente que há muitos aspectos ignorados no processamento de áudio digital. Há uma diferença enorme entre os diversos programas de reprodução de mídias digitais, assim como entre os diversos aparelhos, e mesmo no próprio setup, com arranjos e configurações diversas. Mude, por exemplo, a fonte de alimentação ou o cabo de força para perceber como há muitos aspectos envolvidos. Ou seja, o próprio caminho faz diferença.

Como em qualquer mídia de áudio, a configuração física, o meio físico, as diversas alternativas de configuração, o isolamento/blindagem, a qualidade dos materiais, etc., tudo faz diferença. Esse é o sentido por que falei não são apenas bit. E porque continuo procurando alternativas de configuração, e sempre conseguindo aperfeiçoamentos nos resultados de áudio. Se fossem apenas zeros e uns não haveria porque investir nesses aperfeiçoamentos, que ocorrem em diversos aspectos e segmentos, desde que se iniciou a vereda do áudio digital. Comprei meu primeiro CD Player em 1983, ele reproduzia muito bem as mídias, mas a diferença de qualidade para os players atuais é abissal. Não são apenas bit. Há aspectos como a integridade do sinal, a sincronicidade, a configuração lógica, a própria natureza dos materiais utilizados, etc…

Caso contrário, vai ficar semelhante àquela discussão infinita de que cabos não fazem diferença. As pessoas discutem isso, mas não param de experimentar cabos novos. O Holbein Menezes era o maior defensor da inutilidade dos cabos, mas a gente ia visita-lo e ele usava cabos diferentes para conseguir resultados diversos, de acordo com o aparelho que estava usando, e até o tipo de música que estava escutando.

Aliás, já há algum tempo, ele propôs alternativas para isolamento/blindagem de condutores e conectores, inclusive para eliminar as interferências mecânicas sobre cabos e aparelhos. Passei a adotar em todos os cabos digitais as sugestões de materiais que o Mestre (97 anos) sugeriu, em todos os cabos usados no computador e na condução do sinal digital, e os resultados foram excelentes. Cabo não faz diferença, mas que fica diferente fica.

Sobre a bridge ser gigabit, nunca notei. De qualquer forma, se você conectar num roteador/switch 100mbps, ela vai funcionar na velocidade menor. E acho que esse exatamente era o conselho do Ted Smith.

Sobre blindagem, tem que apenas garantir que o terra do switch está ligado ao terra do restante da aparelhagem. A uptone faz isso com uma técnica que eles chamam de “shunt”. o pólo negativo do adaptador DC é ligado diretamente ao terra, zerando qualquer potencial que exista ali.

Se me lembro bem, o John Swenson, designer da uptone, recomendava para quem usa fonte chaveada comum, que fizesse uma “ligação direta” do negativo ao terra. Veja esse post. Na última pagina do tópico (pag. 42), tem fotos com passo a passo de uma pessoa que fez.

https://audiophilestyle.com/forums/topic/37034-smps-and-grounding/#comments

Para constar, por outro lado, o cabo ethernet usa transmissão diferencial, assim como XLR. Isso já rejeita bem o ruído comum. a blindagem, portanto, tem menos importância.

Amigos, eu depois de testar um par de conversor LAN/Fibra entre o roteador Claro NET (250mbps máximo) e o switch Megabit Cisco que eu uso aqui, troquei por cabo LAN CAT8 e coloquei um isolador galvânico no fim da linha do CAT8 e depois um patch CAT8 até o cartão bridge II do DAC PS Audio DirecStream. Identifiquei que o switch Cisco Megabit era a fonte de ruído e coloquei um iFi redutor de ruído com uma fonte linear para o switch eliminando todo e qualquer ruído. Esta muito bom mesmo quando a Claro NET esta entregando os 250 Mbps.

A fibra entregava resultado similar porém adicionando mais duas fontes para os conversores aumentava o risco de ruído. Por isso, passei a utilizar o LAN CAT8 de 8 metros entre o roteador Claro NET e o Switch Megabit CISCO modificado.

Eu conecto meu PC no roteador Claro NET via cabo LAN CAT 8 e uso o programa Roon para acessar o Tidal Master arquivos MQA. A diferença é nítida para os arquivos 16/44 da Tidal Master. Agora vejo que estão colocando no mercado vários cabos LAN de marcas audiófilas e switches que se dizem audiófilos. Bom, quanto a cabos LAN eu nunca senti diferença mas o ruído do switch megabit era perceptível sim.