Estava acompanhando umas postagens antigas e me deparei com alguns usuários relatando a melhora perceptível de imagem após a troca dos cabos HDMI.
Realmente existe esta diferença?
Quanto custa um bom cabo?
Tem um custo benefício?
Desde já, agradeço.
Estava acompanhando umas postagens antigas e me deparei com alguns usuários relatando a melhora perceptível de imagem após a troca dos cabos HDMI.
Realmente existe esta diferença?
Quanto custa um bom cabo?
Tem um custo benefício?
Desde já, agradeço.
Olha amigo, já notei diferença sim pelo apelo emocional. Os cabos mais caros que comprei possuíam maior robustez de qualidade , mas tenho 2 Monsters que abriram todo, então… vá no que seu bolso lhe permitir.
[QUOTE username=falp1 userid=7474175 postid=1319573075]Estava acompanhando umas postagens antigas e me deparei com alguns usuários relatando a melhora perceptível de imagem após a troca dos cabos HDMI.
Realmente existe esta diferença?
Quanto custa um bom cabo?
Tem um custo benefício?
Desde já, agradeço.[/QUOTE]
Faz 2 anos que uso HDMI Audioquest, acho um ótimo custo x beneficio.
E tem pra todo bolso, de 40 usd a 300 usd.
[QUOTE username=guinepal userid=7347200 postid=1319576170]
Faz 2 anos que uso HDMI Audioquest, acho um ótimo custo x beneficio.
E tem pra todo bolso, de 40 usd a 300 usd.[/QUOTE]
Também uso os HDMI da Audioquest, que tem boa variedade para todos os gostos, exigências e bolso.
E sim, mesmo céptico, notei diferença nas cores e nitidez. Valeu a troca até para a própria Net da vida.
Usava os genéricos, mas de qualidade, comprados nas Santa Efigênia da vida. Depois, há uns 2 anos comecei a mudar para a linha de entrada da Audioquest chamada: “Pearl”, e já notar estas diferenças acima.
Mais recentemente comecei a fazer upgrade para a linha linha acima Forest com mais um pequeno ganho. Achei maior quando troquei dos genéricos para o Pearl.
@falp1 Se for de SP Capital, posso emprestar aqui um cabo HDMI Audioquest Pearl (de 60 cm), que esta sem uso deste o upgrade de alguns deles, para que faça um teste prático ai na sua casa.
Recentemente comprei um da linha acima Audioquest Carbon, mas foi para usar na interface de audio para meu DAC. Não o testei para imagem. Mas tai uma idéia que me deu para quando tiver um tempinho sobrando. Fiquei curioso.
[QUOTE username=Risco userid=7347318 postid=1319577558]
Também uso os HDMI da Audioquest, que tem boa variedade para todos os gostos, exigências e bolso.
E sim, mesmo céptico, notei diferença nas cores e nitidez. Valeu a troca até para a própria Net da vida.
Usava os genéricos, mas de qualidade, comprados nas Santa Efigênia da vida. Depois, há uns 2 anos comecei a mudar para a linha de entrada da Audioquest chamada: “Pearl”, e já notar estas diferenças acima.
Mais recentemente comecei a fazer upgrade para a linha linha acima Forest com mais um pequeno ganho. Achei maior quando troquei dos genéricos para o Pearl.
@falp1 Se for de SP Capital, posso emprestar aqui um cabo HDMI Audioquest Pearl (de 60 cm), que esta sem uso deste o upgrade de alguns deles, para que faça um teste prático ai na sua casa.
Recentemente comprei um da linha acima Audioquest Carbon, mas foi para usar na interface de audio para meu DAC. Não o testei para imagem. Mas tai uma idéia que me deu para quando tiver um tempinho sobrando. Fiquei curioso.[/QUOTE]
Bom saber. Você comprou esses cabos em alguma loja física ou na Internet? Poderia informar o site? Agradeço
@falp1 sou engenheiro eletrônico e não só por isso mas no digital só passa “0” e “1” não existe meio termo. Caso haja falha no processo no vídeo aparece uma linha ou nem aparece imagem e no audio um ruído como se fosse ruído rosa ou ausência de som.
Então neste caso o que muda nos cabos HDMI é a qualidade de construção e a beleza.
Inclusive no forum antigo fizeram um teste bem detalhado e não houve diferença nos testes. A diferença que geralmente ocorre é a psicológica.
Eu particularmente não uso cabos xing ling porque com o passar do tempo vão oxidar nos conectores, uso cabos de boa qualidde que vão durar uma vida.
Mas compre o que seu bolso permita.
Isso que pega. Melhora na qualidade da imagem cores, reflexos, sombras, preto, branco, detalhes, etc, tudo.
Heh, vamos reviver o tópico “HDMI, digital é tudo zero e um” do saudoso HTForum!
Tenho comprado cabos MOSHOU certificados para 8k por coisa de R$ 80. A construção apesar de não ser épica/lendária, é boa. O cabo tbm vem sem poderes mágicos que massageiam o ego dos bits de informação que passam por ele. Apesar destas desvantagens, eu ainda o recomendo.
[QUOTE username=W49n3r userid=7348010 postid=1319579842]Heh, vamos reviver o tópico “HDMI, digital é tudo zero e um” do saudoso HTForum!
Tenho comprado cabos MOSHOU certificados para 8k por coisa de R$ 80. A construção apesar de não ser épica/lendária, é boa. O cabo tbm vem sem poderes mágicos que massageiam o ego dos bits de informação que passam por ele. Apesar destas desvantagens, eu ainda o recomendo.[/QUOTE]
@W49n3r boa dica !
[QUOTE username=Risco userid=7347318 postid=1319577558]
Também uso os HDMI da Audioquest, que tem boa variedade para todos os gostos, exigências e bolso.
E sim, mesmo céptico, notei diferença nas cores e nitidez. Valeu a troca até para a própria Net da vida.
Usava os genéricos, mas de qualidade, comprados nas Santa Efigênia da vida. Depois, há uns 2 anos comecei a mudar para a linha de entrada da Audioquest chamada: “Pearl”, e já notar estas diferenças acima.
Mais recentemente comecei a fazer upgrade para a linha linha acima Forest com mais um pequeno ganho. Achei maior quando troquei dos genéricos para o Pearl.
@falp1 Se for de SP Capital, posso emprestar aqui um cabo HDMI Audioquest Pearl (de 60 cm), que esta sem uso deste o upgrade de alguns deles, para que faça um teste prático ai na sua casa.
Recentemente comprei um da linha acima Audioquest Carbon, mas foi para usar na interface de audio para meu DAC. Não o testei para imagem. Mas tai uma idéia que me deu para quando tiver um tempinho sobrando. Fiquei curioso.[/QUOTE]
Obrigado pela disponibilidade do cabo, sou do RJ.
Pelas informações passadas, me parece que o ideal é comprar um bom cabo, bem construído com materiais de qualidade.
Vou pesquisar alguns desta marca Audioquest e ver qual se encaixa na minha necessidade.
Desde já, agradeço.
Como já foi dito, cabo HDMI é tudo igual. O que existe é preconceito e um ranço por não admitir que tem equipamentos caros com um cabo barato. Tem que gastar mais no cabo pra se sentir melhor. Se comparar um Pix que vende na Amazon por 15 reais x um audioquest de 300 vai dar no mesmo.
Na minha experiência, até 1,5m um cabo bem construído resolve. Para distâncias maiores de 6m aí a coisa pega.
Como em todo hobby, há mitos e verdades. Interessante que os cabos de milhares de dólares não chegaram ainda na área de vídeo, ficaram restritos ao áudio (analógico ou digital), porque no vídeo é mais óbvio se perceber mudanças… Por certo há cabos caros, mas nada tão assustador como os que se tem para áudio…
Isto posto, algumas coisas eu acho importante comentar. Em primeiro lugar, não existe 0 e 1 absolutos em eletrônica digital. Aliás, nem existe eletrônica digital. Toda eletrônica é analógica, apenas a codificação é que é digital nesses casos. E, por codificação digital, entende-se variações de nível de sinal elétrico analógico que de alguma forma representam aqueles 0 e 1 lógicos originais…
Na interface HDMI, a codificação digital é chamada de TMDS, e elétricamente é representada pelo esquema abaixo. Notem que cada canal TMDS é composto por um link analógico balanceado e de impedância casada, com nível máximo de tensão de apenas 3.3V e 50 ohms de impedância. Vejam que nem aquele nível TTL de 5.0V que se brinca de eletrônica chega a ter, mesmo sendo balanceado (isso significa que são duas linhas de 1,65V máximos cada pra dar os 3.3V…).
A especificação elétrica HDMI e a física do cabo são tão fracas que precisaram definir uma curva de equalização de impedância para que não houvesse atenuações distintas em cada faixa de frequências (relativa ao clock usado, que define a banda passante do sinal e a frequência de operação, ou vulgarmente "velocidade" do sinal). Seria desnecessário dizer que nos equipementos de video profissional, com links SDI de diversas "velocidades" e cabos coaxiais decentes, ao invés desse lixo de HDMI, não se precisa de pré-equalização alguma no circuito do equipamento receptor nem do transmissor, valido para cabos de muitas dezenas de metros. No caso do HDMI, a pré-equalização já se faz necessária acima de 3m de cabo para resolução 1080i:4.2.3.2 Reference Cable Equalizer
The signal degradation introduced by typical passive cables increases with the frequency of the
signal and the length of the cable. In order to accommodate passive copper cables of marketrequired lengths at the very high frequencies supported by HDMI, higher-speed HDMI Sinks are
expected to support some sort of cable equalization function which allows them to recover data
from such cables.
Agora, vamos às ridículas especificações elétricas do HDMI:
4.2.4 HDMI Source TMDS Characteristics
Vhigh (max) = Vswing (max) + 15% · (2·Vswing (max) ) = 600 + 180 = 780 mV
Vhigh (min) = Vswing (min) - 25% · (2·Vswing (min) ) = 400 - 200 = 200 mV
Vlow (max) = -Vswing (max) - 15% · (2·Vswing (max) ) = -600 - 180 = -780 mV
Vlow (min) = -Vswing (min) + 25% · (2·Vswing (min) ) = -400 + 200 = -200 mV
Esses são os casos extremos que definem os níveis “altos” e “baixos” no transmissor (p. ex, um leitor de blu-ray), que um leigo pensaria que são os 0 e 1, mas que não são e já explico o porquê.
Reparem que entre 200mV e 780mV no par diferencial chegando no receptor teremos um sinal “alto” e entre -780mV e -200mV teremos um sinal “baixo”. Nada de 0 e 1 absolutos aí.
Então, qual o motivo de não podermos considerar esses nivels altos e baixos como 0 e 1 ? Porque há a codificação TMDS envolvida, que pega os 0 e 1 gerados lá pela mídia e os transforma no seguinte:
Conforme mostrado na Figura abaixo, um link HDMI inclui três canais de dados TMDS e um único canal de clock (relógio de sincronismo) TMDS. O canal TMDS Clock funciona constantemente a uma taxa proporcional à taxa de pixeis do vídeo transmitido (sua resolução - SD, HD, Full HD, 4K, etc,.) . Durante cada ciclo do canal TMDS Clock, cada um dos três canais de dados TMDS transmite um caractere de 10 bits. Esta palavra de 10 bits é codificada usando uma de vários diferentes técnicas de codificação adotadas no padrão. O bitstream de entrada para a lógica de codificação (da fonte de sinal) conterá pixeis de vídeo, pacotes de dados e dados de controle.
Os pacotes de dados consistem em áudio, sinais auxiliares e códigos de correção de erros (FEC - Forward Error Correction) associados. ====> Vejam que temos na codificação um corretor de erros de transmissão, que será utilizado pelo receptor para... tentar corrigir o bitstream que ele receber com erros, e até determinada taxa de erros o decodificador será capaz de restaurar 100% das informações originais. Acima da taxa máxima de erros, ele vai decodificando erroneamente até que os erros ficam tão óbvios que se consegue perceber facilmente.
As informações são processadas de várias maneiras e vistas pelo codificador TMDS como
2 bits de dados de controle, ou 4 bits pacotes de dados de pacote 8 bits de dados de vídeo por canal TMDS.
Reparem na figura abaixo que temos 3 sinais de video independentes, R, G e B.
Não lhes parece óbvio que uma taxa de erros pouco acima do limite do FEC do receptor, somente na linha do vermelho (R), pode gerar uma mudança sutil nas cores percebidas, já que qualquer cor é uma composição das 3???
Enfim, não vou me alongar na explicação da codificação TMDS, mas só pra se ter uma noção, aqueles 8 bits originais para cada linha R, G e B se tornam 10 bits ao sair do codificador pela inserção do FEC (TMDS Error Reduction Coding - TERC4) e com uma codificação baseada na Codificação de Manchester Diferencial, ou seja, os bits 0 e 1 lógicos se transformam em algo elétricamente diferente do 0 e do 1 e representado pelos níveis alto e baixo que vimos lá no início. Nessa codificação, o “1” é representado fazendo a primeira metade do sinal igual à última metade do sinal anterior e o “0” é representado fazendo a primeira metade do sinal ser diferente da segunda metade do sinal anterior, e o resultado é traduzido em nivel alto ou baixo pra jogar na interface HDMI. Isto é, se no começo do sinal houve mudança de sinal, é 0 e se não houve, é 1. Nessa codificação, o que importa é a transição 0=>1 e 1=>0, não o tempo que fica em 1 (alto) ou em 0 (baixo).
Finalizando com um caso prático, outra dia um amigo me ligou dizendo que tava com problema no blu-ray dele. Fui lá e constatei que era o cabo HDMI torcido. Era um cabo bom mas tava torcido logo no ferrite bead (aquele filtro cilindrico que colocam nas pontas dos melhores cabos). De vez em quando simplesmente apagava a TV (certamente um dos condutores do HDMI estava internamente partido, e pra mim era o do canal “B” porque esse apagão era típico de perda de sincronismo, e no canal B vem os sinais de sincronismo. Quando se torcia um pouco o cabo, ficava horas funcionando perfeitamente).
Recomendei um cabo barato, da Proeletronic (CAHD2030) de 3 metros, porque eu conheço o cara que projetou esse cabo e ele é excelente para ambientes comuns (residenciais, sem muitas interferências).
Pois bem, quando conectamos o cabo novo, a imagem que era meio lavada mas boa quando não falhava ficou muito melhor, a diferença de cores e contraste era proporcionalmente a mesma entre uma LCD de backlight tubular já cansada e uma LCD LED moderna. Vejam, a imagem estava pior mas sem falha alguma com o cabo ruim, quando funcionava. Isso é tipico de taxa de erros pouco mais alta que o FEC aguenta em sistemas digitais.
Isto posto, não advogo compras de cabos HDMI ultra-caros porque a diferença percebida pode ser psicológica mesmo, mas dizer que ou funciona ou não funciona, ou então no máximo aparecem falhas grotescas não corresponde à realidade. É plenamente possível que um cabo melhor (não necessariamente muito mais caro) melhore sim a imagem, pois você pode sair de uma situação limítrofe ou excessiva de taxa de erros pro FEC e passar para uma situação cômoda para ele trabalhar e não ter erro algum após decodificado, ou seja, nao ter perdido informação. Lembrem que a 30 quadros por segundo, ou 24, se você perde um único quadro pode até nunca saber mas seus olhos de alguma forma consigam registrar. E um erro constante e não perceptível de forma descarada pode ocorrer com só uma das cores, por exemplo.
Abraços !
Muito Obrigado, @Carlos Camardella
Eu já li vários artigos sobre o assunto e me alongar aqui com citações seria bem tedioso, vou tentar ser direto ao ponto.
Sim, é possível que existam erros de sinal entre o que entra e sai num cabo HDMI pois no protocolo não há correção de erros na camada que transporta vídeo. O que há (como já foi comentado) é codificação para redução de erros… que os minimiza mas não os evita.
Antes de continuar, vamos comentar sobre a camada que transporta áudio. Esta divisão de camadas áudio/vídeo ocorre no nível de frames de dados, como num cabo de redes. As camadas usam os mesmos condutores/pinos/fios e portanto devem ser influenciadas da mesma maneira. Assim como a de vídeo, a camada de áudio não possui correção de erros, massssssssss possui verificação de consistência. No caso dos dados de áudio sofrerem mudanças entre a fonte e o destino, o que vai se ter no destino é silencio. Bem interessante, não?
Agora, vamos pensar: Num cabo tido como “ruim”, por que na camada de vídeo os erros resultariam em cores alternadas ou sem vida e o áudio passaria incólume se estes usam os mesmos condutores? Se o sinal está sendo alterado na camada de vídeo… o áudio tem que sofrer alteração e falhar (continuamente, diga-se de passagem) também.
Outra coisa para se considerar é a forma com que os desvios da codificação de vídeo se manifestam no destino. A codificação da informação de vídeo se dá de maneira que erros são muito facilmente detectáveis se forem grandes o suficiente. Eles vão aparecer em formato de chuvisco, pixels brancos ou ausência deles, frames inteiros perdidos (piscada na tela). Os erros pequenos, de um ou poucos pixels, passariam despercebidos… mas a forma como a codificação das imagens se dá (na fonte) não há margem para “cores menos vivas”, ou um efeito qualquer que ocorra uniformemente sobre milhões de outros pixels (no destino)… isso não existe e acreditar nisso é alimentar a indústria dos cabos mágicos.
Eu apenas quis mostrar que vale a pena pensar fora da caixa um pouco, mas isso de cabos é meio religioso mesmo. Ou o cara acredita que qualquer coisa mágica num cabo (digital, nesse caso) mais caro pode lhe dar a diferença que ele espera ou que nada fará diferença a não ser falhou / não falhou, mesmo com uma experiência real sendo contada (o que significa que eu e meu amigo, ele que não passa nem perto de gastar mais de 30 reais com um cabo HDMI, “percebemos” algo que não ocorreu, he he he). Não existe meio termo entre dogmas.
Só reforço - essa afirmação abaixo está incorreta
Assim como a de vídeo, a camada de áudio não possui correção de erros, massssssssss possui verificação de consistência.
Possui FEC sim, TERC4, conforme comentei que está na spec HDMI, eu não inventei isso, e esse tipo de FEC é baseado em Reed Solomon:
During the Data Island, each of the three TMDS channels transmits a series of 10-bit characters
encoded from a 4-bit input word, using TMDS Error Reduction Coding (TERC4). TERC4
significantly reduces the error rate on the link by choosing only 10-bit codes with high inherent
error avoidance.
All data within a Data Island is contained within 32 clock Packets. Packets consist of a Packet
Header, a Packet Body (consisting of four Subpackets), and associated error correction bits.
Each Subpacket includes 56 bits of data and is protected by an additional 8 bits of BCH ECC
parity bits.
To improve the reliability of the data and to improve the detection of bad data, Error Correction
Code (ECC) parity is added to each packet. BCH(64,56) and BCH(32,24) are generated by the
polynomial G(x)
O que não existe é retransmissão de dados perdidos. O FEC é implementado no data stream que realmente contem audio, video e outras informações como metadata e gamut, por exemplo, mas durante o tempo de transmissão dedicado ao Data Island, ou seja, o video é bufferizado no receptor e, ao chegar no tempo de Data Island, é que se passa a ter as infos de FEC para aplicar a correção para decodificar e corrigir os erros, só que a perda de dados para o audio faz infinitamente menos diferença do que a perda de dados para video porque tem muito menos informações de audio do que de video, mesmo em resolução SD… Reparem que esse processo é geralmente confundido por quem nunca leu as specs HDMI como se não houvesse FEC para o vídeo e só houvesse para o bitstream durante o tempo do Data Island, ou seja, só teria, por exemplo, FEC para áudio e não para video, o que não faz sentido algum já que se tem muito mais informações transportadas de video do que de áudio… E esse misanderstanding ocorre porque a pessoa não percebe que a aplicação do FEC não precisa ser on-line, ela pode ser feita sobre uma quantidade de dados armazaneda, depois se esvazia o buffer, e vai enchendo de novo, um processo contínuo. Um dos motivos de falhas na imagem é justamente um estouro no buffer por ter armazenado muita informação e não ter conseguido aplicar o FEC. Não preciso dizer que isso já era é feito na leitura dos CDs…
For each channel under all operating conditions specified in this section the following conditions
shall be met.
• At TMDS clock frequencies less than or equal to 165MHz, the Sink shall recover data at a
TMDS character error rate of 10-9 or better, when presented with any signal compliant to the
eye diagram of Figure 4-20.
• At TMDS clock frequencies above 165MHz, the Sink shall recover data on each channel at a
TMDS character error rate of 10-9 or better, when presented with any signal compliant to the
eye diagram of Figure 4-20 after application of the Reference Cable Equalizer.
Reparem que há um limite para recuperação de erros.
Eu poderia citar alguns testes que fiz utilizando equipamentos de teste, não olhômetro, mas se a própria spec não é suficiente para convencer, não vai ser a narração de algo que eu tenha feito que vai conseguir…
Mas, de novo, cada um enxerga o mundo com seus olhos, não com os dos outros.
Abraços !
[QUOTE username=Carlos Camardella userid=7351566 postid=1319602718]
Possui FEC sim, TERC4, conforme comentei que está na spec HDMI, eu não inventei isso, e esse tipo de FEC é baseado em Reed Solomon:
.[/QUOTE]
Sim, sim. Corretíssimo. O que eu quis dizer é o que não puder ser corrigido pelo FEC vai errado mesmo. Não é como os frames de rede TCP/IP que são retransmitidos.
Eu só quis evidenciar que na camada de áudio, se os dados estiverem inconsistentes eles são descartados… o que acaba se tornando um óbvio indicador de corrupção de dados.
O motivo as pessoas não lerem os specs do HDMI é porque elas só são disponibilizadas para quem paga. Uma pena.
[QUOTE username=W49n3r userid=7348010 postid=1319602951]
Sim, sim. Corretíssimo. O que eu quis dizer é o que não puder ser corrigido pelo FEC vai errado mesmo. Não é como os frames de rede TCP/IP que são retransmitidos.
Eu só quis evidenciar que na camada de áudio, se os dados estiverem inconsistentes eles são descartados… o que acaba se tornando um óbvio indicador de corrupção de dados.
O motivo as pessoas não lerem os specs do HDMI é porque elas só são disponibilizadas para quem paga. Uma pena.[/QUOTE]
Sem dúvida, como é um streaming, não vai ter retransmissão. Por esse mesmo motivo se usa UDP para Video em IP, ou seja, o que foi, foi, o que perdeu, tchau. Na verdade até daria pra ter retransmissão, mas encareceria demais o sistema residencial porque teria que ter buffers maiores e trabalhar a taxas no mínimo 4x as do padrão atual para cada resolução, o que implica também em chips e processadores mais caros.
Nas redes móveis (celulares) a partir do 4G (que basicamente é uma rede IP) você pode ter retransmissão para qualquer tipo de pacote no enlace rádio (entre o terminal móvel e a rádio-base), num mecanismo chamado HARQ (hibriid automatic repeat request), de forma a aumentar a robustez da transmissão. Mas isso encarece os terminais e os equipamentos da rádio-base. No 5G o HARQ é mais esperto um pouco que o do 4G, mas o processamento é mais pesado também. Enfim, o HDMI foi pensado para ser uma interface o mais barata possível para sistemas residenciais, então não dá pra exigir um desempenho maior do que o que se tem hoje pelas próprias limitações do padrão, que nem trava no conector tem de tão vagabundo… Imagine que você tem um carro 1.0 e quer dar um up de potência nele. Pode tirar o catalisador e trocar o filtro de ar por um esportivo, ou se for maluco nem botar o filtro de ar. Você vai ganhar uns cavalinhos ali, melhora o desempenho, mas será uma diferença de algo como ter ou não um passageiro a mais no carro… Seu 1.0 não vai se transformar num 1.6. A troca do cabo HDMI bom por um muito, muito caro pode se assemelhar a isso se o projeto dele for realmente bom - é bom lembrar que custo alto não necessariamente significa um bom projeto - mas não vai criar o que não tem. E, claro, um cabo não-caro pode ter igual desempenho…
Com relação às specs HDMI, você consegue as completas usando o Google mesmo, da 1.3 pra baixo pq já são públicas. Acima da 1.3 só pagando, e caro… Dá um trabalhinho mas tem, precisa de saco pra procurar.
Abraço !
[QUOTE username=Ari Pereira userid=7347375 postid=1319601641]Muito Obrigado, @Carlos Camardella[/QUOTE]
Disponha !
Abs !
Bom, então os ‘‘0’’ e ‘‘1’’ digitais não passam de pulsos elétricos, que em uma análise bem fria, seriam sinais analógicos trafegando em condutores metálicos!!
Sendo assim, é bem possível que haja diferença entre cabos de qualidades diferentes, pelo menos no que diz respeito ao áudio.
A única via digital em que cabos de diferentes qualidades não mostraram diferença, foram os cabos digitais ópticos. Até agora.
Para vídeo, sobretudo digital, nunca fiz comparações.