Pessoal
Quero compartilhar aqui as minhas impressões sobre o recém lançado DAC II do Luis Fluge. Vou escrevendo aos poucos pois tenho muitas coisas para falar.
O Luis quase todo mundo conhece aqui no forum por conta dos seus famosos Mods.
A tempos venho conversando com o Luis e acompanhando a sua idéia de lançar um DAC. Quando fiquei sabendo que o DAC estava pronto logo me candidatei para testar o mesmo aqui na minha sala.
Antes de falar sobre as grandes qualidades desse DAC quero mostrar aos colegas o esmero e o capricho na construção. Coisa realmente profissional.
O DAC conta com 3 saídas da seguinte forma:
1- RCA Normal
1- RCA variável (atenuador passivo)
1- XLR variável (Pré ativo baseado no próprio circuíto balanceado)
O controle de volume é analógico (alps)
Segundo o Luis ele usa os Burr-Brown topo de linha no DAC II.
Tem entradas digitais para todos os gostos.
Não tenho uma foto interna, mas ja da para se ter uma idéia de que o mesmo capricho foi utilizado na construção do circuito. Pelo que sei todas as trilhas foram feitas manualmente e os componentes são todos top.
Eu estou usando o meu set up principal para o teste e coloquei no DAC os meus melhores cabos. Ele reage de forma muito perceptível a troca de cabos.
A primeira coisa que me chamou a atenção de forma especial foi a resolução desse DAC.
A quantidade de informação e de detalhes que se ouve é incrível. Em certas gravações é possível ouvir detalhes precisos do ambiente onde a gravação foi feita. Na reproduçao de “Your Song” com a Jacintha é possível ouvir os micro-detalhes com muita clareza e definição. O ambiente onde ela esta cantando fica enorme.
O melhor de tudo é que esse nível de resolução não deixou o som analítico como era de se esperar. Da a impressão que o Luis deixou o acerto no limite, de forma que se pudesse ter resolução e musicalidade ao mesmo tempo. Essa é uma característica que geralmente só se encontra em DACs top de linha.
Eu tive, um bom tempo atrás, um dac Hi-end que eu vendi por causa da falta de variação dinâmica. Essa falha deixa a música sem vida e sem emoção.
Para testar o DAC II nesse quesito eu coloquei uma peça clássica com regência do maestro Eiji Oui com grande massa orquestral de um CD da Reference Records.
Quando entrou o Tutti tudo soava dinâmico, vivo e emocionante. Algo de arrepiar. Essa é uma característica que eu gosto muito no meu DAC ECD-1 da Electro.
O som não chapou e não endureceu. Tocou de forma vigorosa e fluida.
O Russo e o Americano estavam em casa e puderam compartilhar esse momento. Ponto para o DAC II.
Ontem eu fiquei ouvindo algumas peças com violinos para avaliar mais demoradamente a questão dos timbres.
Tenho várias gravações boas e com violinos diferentes que facilitam avaliar esse quesito.
O DAC II consegue apresentar os timbres de forma muito correta e agradável.
Ele consegue mostrar as diferenças entre um timbre e outro com clareza.
Alguns DACs tem tanta personalidade que parece que vc está ouvindo o mesmo violino não importa o cd que vc coloque.
O palco sonoro é generoso e amplo.
Assim como o meu ECD-1 ele faz o sistema desaparecer na sua frente.
O DAC II tem excelente micro e macro dinâmicas.
Os detalhes sao percebidos de forma precisa.
O equilíbrio tonal é excelente.
O corpo harmônico é correto.
Continua…





