Escrevi este artigo há algum tempo e achei valido compartilha-lo por aqui.
Link para o artigo: https://www.oficinadanet.com.br/headphones/30733-entenda-por-que-bitrate-e-formatos-de-musica-nao-fazem-um-servico-de-streaming-melhor
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Olá Vitor,
Obrigado por compartilhar seu artigo. Vou enviar alguns feedbacks por MP.
Aproveito para comentar alguns pontos sobre Dynamic Range (Variação ou Escala dinâmica!?), Normalização ou volume do sinal, que é o tema do seu artigo, apesar do título referenciar outros fatores.
No clube do Tidal (em Streaming), começamos a discustir isso, pois muitos streamers e applicativos possuem a opção de “Normalizar” ou nivelar o volume das músicas e isso pdoe não só gerar distorção e reduzir a escala dinâmica da música como perder/cortar informações importantes da mesma.
Um exemplo simples de entender é visualizar o volume ao longo do tempo de uma música que foi gravada com -14 LUFS e como ela ainda tem espaço (escala) até os limites de gravação:
Se o volume desta música for aumentado para -8 LUFS neste mesmo sistema digital, ela pode até parecer para alguns que melhorou, mas na verdade a escala piorou:
E como alguns sistemas de streaming irão automaticamente “normalizar” o volume e colocar de volta a -14 LUFS, o resultado final em relação à música original fica apenas a perda de informação dos picos:
Tem muita coisa perigosa e danosa no controle Digital de volume e as boas gravadoras sabem, mas não sei se todos os serviços de Streaming sabem. Alguns números que encontrei:
Platform |
Peak |
Loudness |
Dynamic Range |
Spotify |
-1.0 dBTP
|
-13 to -15 LUFS |
>9DR |
Apple Music |
-1.0 dBTP |
-16 LUFS (±1.0 LU)
|
>9DR |
Apple Podcasts |
-1.0 dBTP |
-16 LUFS (±1.0 LU)
|
>9DR |
| Amazon Music | -2.0dBTP | -9 to -13 LUFS |
>9DR |
| Spotify Loud |
-2.0 dBTP
|
-11 LUFS | >9DR |
Youtube |
-1.0 dBTP |
-13 to -15 LUFS |
>9DR |
Deezer |
-1.0 dBTP | -14 to -16 LUFS | >9DR |
CD |
-0.1 dBTP |
> -9 LUFS |
>9DR |
Club Play |
-0.1 dBTP |
-6 to -9 LUFS |
>8DR |
Soundcloud |
-1.0 dBTP |
-8 to -13 LUFS |
>9DR |
O assunto de Volume Digital, compressão e escala dinâmica é interessante e importante, mas não acho que reduz a importância do Bitrate ou do formato das músicas no streaming, pois são parâmetros separados. Um sistema de streaming como o Tidal, que teoricamente não altera o dynamic range das músicas ainda possui a mesma música em formatos e birates diferentes e o arquivo com bitrate maior, em tese, tem uma melhor qualidade de audio. No meu sistema eu prefiro os arquivo em MQA do que outros com menor bitrate.
Você parou para pensar que pode não ser só o bitrate ou o formato que variam e sim a master utilizada entre aquele álbum com bitrate maior e aquele com menor? Pesquise melhor sobre este assunto.
Com relação ao formato e bitrate utilizados, se levar em consideração os praticados pelos serviços de streaming pago, são irrelevantes ao meu ver. Escrevi um artigo sobre a questão dos formatos e bitrates aqui.
[QUOTE username=Luciano Milioli userid=7346806 postid=1316684817]Olá Vitor,
Obrigado por compartilhar seu artigo. Vou enviar alguns feedbacks por MP.
Aproveito para comentar alguns pontos sobre Dynamic Range (Variação ou Escala dinâmica!?), Normalização ou volume do sinal, que é o tema do seu artigo, apesar do título referenciar outros fatores.
No clube do Tidal (em Streaming), começamos a discustir isso, pois muitos streamers e applicativos possuem a opção de “Normalizar” ou nivelar o volume das músicas e isso pdoe não só gerar distorção e reduzir a escala dinâmica da música como perder/cortar informações importantes da mesma. [/QUOTE]
A função “normalizar volume” nos apps de streaming de música não tem ligação com os LUFS. A regulagem de LUFS é feita na masterização que é realizada especificamente para os serviços de streaming…
A função “normalizar volume” é baseada no ReplayGain, que consiste em analisar todas as faixas que serão reproduzidas e fazer com que apresentem um volume idêntico durante a reprodução. Essa proposta foi criada por David Robinson no ano de 2001. Essa função serve para que o usuário não precise ficar alterando o volume do seu dispositivo toda hora que trocar de faixa de música em uma playlist ou no caso de uma Single (música única que não pertence a nenhum álbum). O processo para que isso aconteça ocorre antes da música ser reproduzida no dispositivo de áudio, então não há influência do smartphone, notebook ou player na reprodução da música nessa situação. (Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/ReplayGain )