Em busca de informações: Sharp RP-31

Olá! Abro este tópico para tentar reunir informações sobre o meu toca-discos, o Sharp RP-31. Esse meninão da foto (mal tirada) abaixo:  sharprp31small.jpg

O que eu sei é que um aparelho dos anos 80, de tração por direct drive, bivolt, semiautomático, com duas velocidades (33 e 1/3 e 45), regulagem de peso de trilhagem e anti-skating e também luz estroboscópica. Nunca consegui encontrar muitas informações sobre ele, mesmo no antigo fórum; lá, o mais relevante que encontrei veio de dois usuários que trabalharam na Sharp na época, que afirmaram que o RP-31 era um Made in Japan localizado; a Sharp daqui importava o toca-discos para a Zona Franca, colava os adesivos nacionais, adicionava um par de cápsula+agulha LeSon e punham pra vender. Também sei que era vendido em um sistema completo, com tuner, amplificador e toca-fitas (todos com final “31” no modelo).

Considero o RP-31 um toca-discos de entrada bacana e completo, que atende muito bem as minhas necessidades. Estou bastante satisfeito com o danado, mas gostaria de saber mais sobre ele! Se a informação da nacionalização procede; se alguém daqui tem um ou já trabalhou com ele; se alguém já trocou a cápsula e obteve bons resultados (no momento, minhas conexões precisam de reparos, inclusive)… enfim, a ideia é reunir quaisquer informações possíveis sobre este aparelho interessante e um tanto raro de se encontrar. Quaisquer contribuições são bem-vindas. 

Obrigado desde já!

Ah, em tempo: possuo o manual de instruções do aparelho, em excelente estado. Se algum eventual proprietário precisar, posso escanear sem problemas!

Eu só queria entender. Se você tem o toca-discos, se você usa o toca-discos, se você gosta do toca-discos, porque quer saber a opinião dos outros sobre o SEU toca -discos???.

Eu não quero saber a opinião dos outros sobre o toca-discos; trocar experiências, talvez, mas não busco opiniões avulsas ou algum tipo de confirmação sobre ele . Achei que isso tinha ficado mais claro.

Deixa eu tentar explicar melhor. Como eu disse acima, há pouca informação disponível sobre o RP-31 (que parece ser meio “raro”). Assim sendo, eu gostaria de reunir seriam mais dados técnicos e históricos sobre o modelo. Por exemplo, descobrir se a questão da nacionalização de um aparelho japonês procede (acredito que sim, mas seria bacana confirmar de alguns forma); saber se algum outro membro possui um desses, como obteve e, se por um acaso alguém tiver o rack completo, pedir mais detalhes sobre os demais aparelhos, que também são escassos. Discutir como ele se comporta com alguns modelos de cápsulas e agulhas diferentes.

Enfim, a ideia é construir um cabedal de conhecimento sobre o RP-31 e se divertir no processo. Existe uma tonelada de material sobre diversos outros modelos, dos mais simples aos mais complexos… seria legal que esse Sharp também tivesse. Infelizmente, não tive tempo de fazer isso no fórum antigo, que tinha mais alcance… mas acho que dá pra proceder por aqui sem problemas.

Considero o RP-31 um toca-discos de entrada bacana e completo, que atende muito bem as minhas necessidades. Estou bastante satisfeito com o danado. Será que eu estou ficando louco?. 

Não está, não. Só não leu com atenção. Note que, após a frase que você reproduziu, há uma vírgula e um “mas”. Ou seja, estou satisfeito com o aparelho enquanto usuário; porém, todavia, no entanto, contudo, obter mais informações técnicas e históricas sobre o modelo e conhecer a experiência de outros usuários seria bem interessante.

Tá explicado? Podemos prosseguir?

Sim. Tenho um canário belga, gosto muito dele, sei lá entende, ele canta muito, gosto muito de ver ele cantar, mas será que devo trocá-lo por um canarinho chapinha?.

Bem, eu desisto. Fica aí na sua viagem, bitcho. Eu é que não vou ficar perdendo meu tempo com sua interpretação de texto freestyle.

Aos demais usuários do fórum, se for de seu interesse, quaisquer informações ou relatos continuam sendo muito bem vindos! Começamos aos solavancos, mas ainda dá pra fazermos um tópico interessante.

Não sou conhecedor desse modelo, mas pela aparência parece ser um modelo de entrada, mas completo. Se tem os ajustes básicos (contrapeso e antiskating) dá p/ ser feliz. Só minha opinião…

Sharp RP-31H.

Não é exatamente o mesmo modelo mas imagino que as diferenças sejam mínimas …

[QUOTE username=Wandique userid=7347621 postid=1315654798]Sharp RP-31H.

Não é exatamente o mesmo modelo mas imagino que as diferenças sejam mínimas …

[/QUOTE]

Pelo pouco que consegui encontrar pela internet, a letra depois do modelo é um código de cor. No manual do meu, ele é identificado pelo H; ja vi uns versão apenas de cor marrom que, se não me engano, era a RP-31B quê consta no manual que você pistou. (Obrigado, aliás).

Existe UM post sobre o RP-31 no Vinyl Engine e muito pouca informação sobre ele nos sites gringos tb, o que me leva a presumir que ele não era tão comum fora também.  Queria entender melhor o porquê, já que, como o Filipe disse, é um modelo de entrada completinho até. Será que não conquistou os compradores? Eu comprei o meu de uma cantora e musicista de SP, que o comprou novo nos anos 80; ou seja, se bem cuidado, o bichinho é durável… será que foi mal publicizado, então? Será que foi fabricado por pouco tempo?  Qual será o mistério da (presumida) escassez do RP-31?

O mercado pode ter suas leis mas o que vale, no final das contas, é o quanto realmente vende, seja o produto bom ou ruim.

Essa tua pergunta muitas vezes eu faço vendo o comportamento dos frequentadores de restaurantes aqui em Curitiba, não sei

se é assim em outras cidades mas me parece que aqui as pessoas são levadas pela moda e não pela qualidade da comida dos

restaurantes ou o seu prêço. Já vi restaurantes com tudo de bom para o consumidor, a comida era boa, o preço bom, a localização

boa, o atendimento bom e … acabavam fechando porque não havia movimento algum e, em contrapartida, outros “estabelecimentos”

eram péssimos em tudo e viviam lotados. Talvez tenha acontecido o mesmo fenômeno com esse toca-discos.  

[QUOTE username=Wandique userid=7347621 postid=1315660369]O mercado pode ter suas leis mas o que vale, no final das contas, é o quanto realmente vende, seja o produto bom ou ruim.

Essa tua pergunta muitas vezes eu faço vendo o comportamento dos frequentadores de restaurantes aqui em Curitiba, não sei

se é assim em outras cidades mas me parece que aqui as pessoas são levadas pela moda e não pela qualidade da comida dos

restaurantes ou o seu prêço. Já vi restaurantes com tudo de bom para o consumidor, a comida era boa, o preço bom, a localização

boa, o atendimento bom e … acabavam fechando porque não havia movimento algum e, em contrapartida, outros “estabelecimentos”

eram péssimos em tudo e viviam lotados. Talvez tenha acontecido o mesmo fenômeno com esse toca-discos.  [/QUOTE]

Pois, é, Wandique. Por isso essa questão me intriga, uma vez que, como toca-discos mais de entrada, o RP-31 me parece bem melhor do que, por exemplo,  os Gradientes DS da vida - que são muito mais comuns e conhecidos. Talvez fosse mais caro, não sei. Aos poucos, vamos entendendo melhor a história do modelo. 

Major Tom,

Neste link você encontra todas as edições da Stereo Review que, como todos sabemos foi uma das maiores

referencias em equipamentos de audio no EUA. SE o teu toca-disco for algo relevante, haverá um artigo sobre

ele se houver somente publicidade, o td foi uma tentativa e, se você não encontrar nada, ele nunca existiu

para a indústria americana.

Muito obrigado, Wandique! Vou pesquisar com afinco!

Depois de algum tempo e algumas pesquisas, encontrei mais informações sobre o Sharp RP-31! A mais interessante delas: ao que parece, o toca-discos não era vendido separado (eu tinha essa desconfiança), mas fazia parte de um sistema completo chamado Sharp System SMS 31, que vinha com grandes caixas de 45 watts e rack próprio. Encontrei algumas imagens e as reproduzo abaixo (incluindo um anúncio/folheto técnico): 

SHARP SYSTEM SMS 31.jpgSms 31.jpg       SHARP SYSTEM SMS 31-rack.jpg  System 31 back.jpg  System 31.png 

Como é possível ver na foto da parte de trás do amplificador, as ligações entre os módulos eram feitas por conectores DIN - ou seja, a princípio, para se usar apenas o toca-discos é preciso trocar o cabeamento. Inclusive, imagino que um dos motivos pelos quais não encontrarmos muita informação sobre o toca-discos solto é esse: ele não era vendido separado.

De acordo com o anúncio, o sistema custava caro: Cr$ 1.078.980,00. Não consegui me entender com os conversores que encontrei pra chegar num valor correto mas, pelo que me lembro da época, era muito dinheiro. O outro sistema completo que a Sharp vendia na época custava pouco mais da metade.

Outra coisa interessante é que, na Europa, existia uma versão de cor acobreada/marrom (que eu acho muito mais bonita que a prateada). Notem o bracinho de limpeza que o polonês adaptou no toca-discos: 

RP-31-marrom.jpeg  System 31-brown.jpg 

Seguindo a dica do @Wandique, pesquisei sobre o aparelho nas edições da revista Stereo Review… e não encontrei nada. Assim sendo, com ele mencionou, esse sistema não deve ter sido vendido nos EUA. Realmente, todos os anúncios de venda que encontro na Internet sobre o toca-discos ou o sistema completo são na Europa (já vi vendas na Espanha, em Portugal, na Polônia e na Alemanha) ou na Oceania (um rapaz neozelandês fez este post sobre a compra de um RP-31 no Vynil Engine). 

Com essas novas informações em mãos, peço novamente a colaboração de vocês! Algum dos colegas tem um desses, ou conviveu com um sistema desses na infância/juventude? Alguém se lembra de ter comprado o sistema novo na época? Seria muito bacana ter uma dimensão mais pessoal de um usuário sobre a compra e utilização do aparelho. Obrigado desde já!

As informações e imagens foram encontradas no blog  Vintage 70-80, na página do Facebook M Vintage BH, no Mercado Livre e em outros sites de venda.

Bacana isso, vinha com integrado ao invés de receiver. O único porém eram esses plugues DIN-5 e Paf DIN-2.