Guia definitivo para limpeza e conservação de discos de vinil

tópico originalmente publicado pelo colega zambembe:

Neste fórum existem vários tópicos sobre limpeza de LPs, e todos eles apresentam contribuições valiosas e definitivas; mas as melhores informações se acham um tanto dispersas. Este tópico será dedicado a reunir num só lugar as melhores referências sobre o tema, incluindo uma das melhores fontes publicadas em português, que tive a sorte de encontrar em minhas pesquisas e que me parece inédita por aqui. Trata-se do Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos - CPBA, que trata da conservação de acervos documentais em geral (preservação de documentos e registros em papel, som, filme, fotografia e meio digital). Embora seja destinada para uso institucional, essa documentação é valiosa para qualquer pessoa que tenha uma biblioteca, discoteca e assim por diante.

Pois bem, vejamos o que ela diz sobre a limpeza de discos de vinil:

A limpeza dos discos deve ser feita com uma máquina de limpeza de discos como a Keith Monks, VPI, Nitty Gritty, usando-se 0,5 parte de Tergitol 15-S-3 e 0,5 parte de Tergitol 15-S-9 para 100 partes de água destilada. Estas máquinas permitem uma dispersão uniforme do fluido e podem, em seguida, drenar o líquido, deixando uma superfície limpa e seca. Os registros devem ser limpos antes de cada operação de reprodução.
Os componentes da solução de limpeza: água e surfactante

Comecemos pelo item mais simples e inofensivo: a água. Ela deve obrigatoriamente ser destilada (ou deionizada), e ser originalmente destinada a uso médico, odontológico ou farmacêutico.

Vimos acima que a CPBA traduziu a “receita canadense” (Canadian Conservation Institute), que usa partes iguais de Tergitol 15-S-3 e Tergitol 15-S-9. Mas atenção: as quantidades indicadas estão incorretas, provavelmente por causa de um erro de tradução. Se a proporção correta fosse (0,5 x 2) / 100, seria preciso usar (ao todo) 10 ml de Tergitol para cada litro (1.000 ml) d’água. No entanto, basta consultar o artigo original (The Care and Handling of Recorded Sound Materials, de Gilles St-Laurent) para verificar que ele recomenda 0,25 partes de Tergitol 15-S-3 e 0,25 partes of Tergitol 15-S-9 para cada 100 partes d’água. A quantidade de surfactante se reduz à metade, totalizando 5ml de Tergitol (2,5ml de cada variedade) para cada litro d’água.

A “receita americana” (Congress Library) usa Tergitol 15-S-7 ao invés da combinação acima, e recomenda uma concentração muito menor de surfactante: apenas 0,05%, ou seja, 2ml de Tergitol 15-S-7 para cada 4.000ml de água. Eu não encontrei nenhuma explicação para essa desproporção entre a receita canadense e a americana.

Outro surfactante muito conhecido e usado é o Triton X-100. A postagem #3 deste tópico discute a quantidade correta de Triton X-100 a ser usada na limpeza de vinil.

Há uma discussão a respeito do uso do álcool isopropílico em soluções de limpeza de vinil. As fontes “oficiais” não o recomendam; mas em geral considera-se que é seguro adicionar entre 10% a 20% de álcool isopropílico 99,5% à solução de limpeza sem maiores problemas.

Também será necessária a compra de uma almotolia ou pisseta para aplicação do líquido.

Cabe fazer aqui um aviso importante: todos os agentes de limpeza (surfactantes) mencionados são, puros ou em concentrações elevadas, nocivos à saúde e devem ser manipulados com muito cuidado. O álcool isopropílico, por sua vez, não é inocente como muitos pensam, e deve-se evitar ao máximo o contato direto com a substância. Informações técnicas sobre cada produto químico podem ser encontradas em documentos chamados MSDS (Material Safety Data Sheet). Essas fichas (que podem ser mais ou menos completas, de acordo com sua fonte) trazem, para cada substância, informações sobre a toxicidade e os procedimentos de emergência em caso de intoxicação. Vale lembrar que a toxicidade das soluções de limpeza prontas é bastante reduzida devido ao alto grau de diluição das substâncias ativas.

Medição de líquidos

Quantidades muito pequenas de líquido como as indicadas acima pode ser medidas - com suficiente precisão - usando-se uma seringa descartável.

A máquina de limpar LPs

Para atingir o máximo nível de eficiência, a limpeza deve ser realizada numa máquina que faça sucção do líquido de limpeza.

O documento produzido (traduzido) pelo CPBA é antigo, razão pela qual ele não cita, entre as várias máquinas de limpar LPs, a famosa PHK, produzida e comercializada pelo Paulo (phk), que é membro deste fórum. Ele também vende frascos com quantidades “sob medida” de solução de limpeza que podem facilitar a vida do usuário, sobretudo aquele que tem filhos pequenos e não quer correr riscos armazenando produtos químicos (muitas vezes semelhantes à água) em casa.

A freqüência da limpeza

O documento da CPBA diz que “os registros devem ser limpos antes de cada operação de reprodução”. Se você tiver paciência para isso tudo, parabéns… Eu não tenho. Mas há casos muito óbvios em que a limpeza deve ser realizada novamente, mesmo que o LP já esteja limpo: por exemplo, logo antes de uma captura digital.

Onde comprar surfactantes

É um tanto difícil, para o consumidor final, comprar surfactantes puros. Eles são vendidos em quantidades enormes (500ml já é uma quantidade enorme), e também não é fácil descobrir as lojas que os vendem. Eu comprei hoje mesmo uma “não muito gigantesca” quantidade de Triton X-100 (236 ml) na Talas Online, que também vende Tergitol. Vou reservar a segunda postagem deste tópico para indicações de lojas que vendam surfactantes e demais componentes da solução de limpeza.

MSDS

MSDS do Triton X-100 (PDF, inglês)

MSDS do Triton X-100 (PDF, português)

Fontes

Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos - CPBA

Guarda e manuseio de materiais de registro sonoro (em português; altamente recomendado)

The Care and Handling of Recorded Sound Materials

Congress Library - Cylinder, Disc and Tape Care in a Nutshell

Clube da máquina de lavar LPs

“Guia definitivo para limpeza e conservação de discos de vinil”

Este é o nome do tópico, e não desta primeira postagem… e eu conto com a colaboração dos foristas para enriquecê-lo e, se for necessário, corrigi-lo. Mas note que ele se destina a discutir procedimentos de limpeza (e de conservação) baseados em pesquisas e utilizados por instituições sérias. Assim, na medida do possível, evite “contribuir” com sua “receitinha” caseira, aquela com água da torneira, detergente, sabão de côco, xixi de poodle e sabe-se mais lá o quê… ;)

Talas Online

Medidas americanas de volume (convertidas para litros)

1 pint = 0,473176473

1 quart = 0,946352946

1 gallon = 3,785411784

Recomendação de almotolia ou pisseta

As primeiras almotolias (ou pissetas) que comprei eram de 250ml. Achei que estava fazendo um bom negócio comprando almotolias maiores pela perspectiva de uma menor freqüência de “recarga”. Mas essas pissetas revelaram defeitos importantes:

(1) Bico reto. (n) Pissetas com bico reto são mais propensas a provocar pequenos desastres caso sejam apertadas com um tantinho de força a mais.

(2) Tampa frágil. (n) O anel plástico que prende a tampa no bico da pisseta rompeu-se no segundo dia de uso. No total, duas pissetas (em três) apresentaram esse problema.

A imagem abaixo mostra duas pissetas de 125ml (bico azul) muito bem projetadas. (y) Seu bico é curvo, há uma mangueira interna para conduzir o líquido e as tampas são mais resistentes. A pisseta maior que aparece ao lado delas (bico branco) é exatamente o modelo que foi “reprovado”.

A comparação da versão brasileira do documento Guarda e manuseio de materiais de registro sonoro com as versões em inglêsfrancês e espanhol não deixa dúvidas em relação às quantidades de Tergitol - 0,25 + 0,25 = 0,5 (ao todo) por cada 100 partes - recomendadas pelo Canadian Conservation Institute (CCI). Resolvi postar aqui um trecho um pouco mais extenso, e já corrigido, da versão brasileira. Não custa lembrar que esse precioso documento também trata do manuseio dos discos e do armazenamento das coleções, razão pela qual não abordei esse tema e resolvi me concentrar no quesito “limpeza”.

Limpeza

Uma vez que a poeira normalmente se fixa por atração eletrostática, a limpeza a seco com uma flanela ou espanador não funciona. A fricção criada pelo espanador fará com que a poeira retorne à superfície.

A água destilada é utilizada para a limpeza de discos e CDs por muitas razões. Sua composição química é conhecida, não deixa qualquer resíduo, é de uso seguro e não é cara. A água dispersa as cargas estáticas e contrabalança o aumento na condutividade pelo acúmulo de depósitos de sal presentes em impressões digitais. Contudo, a água isoladamente não consegue dissolver graxas, o que requer o uso de surfatantes como aditivos para permitir a remoção deste tipo de substância. Os surfatantes rompem as ligações na superfície das graxas e permitem que a água penetre em partículas de graxa sólidas, causando a inchação destas e, subseqüentemente, a dispersão aleatória.

O Canadian Conservation Institute (CCI) recomenda o uso de surfatantes não-iônicos, condensados de óxido de etileno, para a limpeza de registros sonoros. O CCI não prevê problemas a longo prazo associados ao uso de surfatantes não-iônicos tais como o Tergitol. O Tergitol 15-S-3 é um surfatante solúvel em óleo e o 15-S-9 é um surfatante solúvel em água. Combinados, eles removem uma ampla gama de poeira e graxas e podem seguramente ser utilizados em registros sonoros. Use 0,25 parte de Tergitol 15-S-3 e 0,25 parte de Tergitol 15-S-9 para 100 partes de água destilada. Mantenha uma pistola de ar manual para eliminar a poeira superficial mais leve.

Discos

A limpeza dos discos deve ser feita com uma máquina de limpeza de discos como a Keith Monks, VPI, Nitty Gritty, usando-se 0,25 parte de Tergitol 15-S-3 e 0,25 parte de Tergitol 15-S-9 para 100 partes de água destilada. Estas máquinas permitem uma dispersão uniforme do fluido e podem, em seguida, drenar o líquido, deixando uma superfície limpa e seca. Os registros devem ser limpos antes de cada operação de reprodução.

Fonte: CPBA, Guarda e manuseio de materiais de registro sonoro (versão corrigida).

Nota legal: os textos publicados pelo CPBA podem ser reproduzidos e utilizados para fins não comerciais.

O grande problema (levando-se em conta que as duas receitas usam produtos similares, todos da “família” Tergitol 15-S) é a grande discrepância entre a “receita” do CCI (0,5 para cada 100 partes de água, ou seja, 5 ml por litro) e a “receita” da Congress Library (0,5 ml por litro). As indicações da Congress Library são bastante precisas: To prepare 4 L (~ 1 gal) of solution, place 2 mL of Tergitol™ 15-S-7 Surfactant into a suitable container… and fill with deionized water. This results in a 0.05% solution. A coerência matemática entre os enunciados praticamente descarta a possibilidade de erros de digitação no texto. Assim, restam apenas duas hipóteses:

1. Existe uma considerável diferença entre o Tergitol 15-S-7 (usado pela Congress Library) e a combinação de Tergitol 15-S-3 com Tergitol 15-S-9 (usado pelo CCI).

2. O CCI simplesmente usa uma solução de limpeza “mais agressiva” do que a Congress Library.

Tudo leva a crer que as quantidades indicadas para o uso do Tergitol em limpeza de discos de vinil servem como referência para o uso do Triton X-100. No entanto, diante do dilema que acabei de expor, é bastante difícil fornecer uma indicação precisa. Aparentemente, qualquer quantidade entre 0,5ml e 5ml por litro pode ser considerada aceitável.

Só mais uma coisa. O documento publicado pelo CPBA recomenda, para retirada de “poeira superficial mais leve”, uma pistola de ar manual. Bem melhor do que aquela “sopradinha” que borrifa os LPs com invisíveis gotículas de saliva, não é mesmo? Pois bem, eu não conheço a tal “pistola de ar”, mas tenho este “soprador de ar”, que é utilizado para tirar poeira das lentes de câmeras fotográficas (e também serve como um excelente limpador de teclados de computador). Acho que vou passar a guardá-lo ao lado do toca-discos…

Excelente tópico resgatado pelo amigo Manepipoca, imprescindível pra galera do Vinil.

Escovas para limpeza de lp.

Chegaram hoje do Aliexpress, para limpeza diária são muito boas.  20200826_121548.jpg  20200826_121512.jpg 

Uso a escova da Audioquest e acho muito boa.

https://www.amazon.com/AudioQuest-Anti-Static-Record-Brush-Black/dp/B06XK9V3KB/ref=pd_lpo_267_t_2/136-1532017-9294734?_encoding=UTF8&pd_rd_i=B06XK9V3KB&pd_rd_r=38dafa36-22ad-404b-9856-2d5c42e4e3fc&pd_rd_w=qfDx5&pd_rd_wg=k4U01&pf_rd_p=7b36d496-f366-4631-94d3-61b87b52511b&pf_rd_r=JB5MQVPTF7J31YZYKATE&psc=1&refRID=JB5MQVPTF7J31YZYKATE

Não utilizo escova antiestática faz tempo …

(1) - Uso soprador para lente de máquina fotográfica

[soprador-p-limpeza-lentes-sony-nikon-canon-fuji-yongnuo-D_NQ_NP_877349-MLB31782887942_082019-F]

(2) - Se estiver sujo o LP faço outra limpeza por máquina de sucção ( Surfactante Triton X-100 + Água Destilada)  assepsia terceiro estágio somente manutenção.

P. S:

(1) - Assepsia primeiro estágio  => Água destilada + Solução Enzimática

(2) - Assepsia segundo estágio =>  Surfactante Triton X-100 + Água Destilada + Álcool Isopropílico

Meu procedimento é o seguinte, com discos comprados novos ou usados:

  1. Retirada da embalagem e descarte do envelope interno * salvo raras exceções, como no caso de discos Mofi, Quality Records ou similares;

  2. 18 min de Cuba Ultrassônica (água e detergente enzimático - na proporção e temperatura recomendada pelo fabricante do detergente ) + Mauro Mendes´ Girodisc;

  3. OPCIONAL:

                         Coloco o disco sobre uma toalha limpa e esfrego solução de limpeza (900 ml água, 100 ml isopropil e 5 gotas de triton-x) com a CURAPROX.                               Apenas em casos de extrema “teimosia” do disco em permanecer chiando por sujeira.

 

  1. 2 min de PHK com solução de limpeza, seguido de secagem por sucção;

  2. Novos envelopes internos Mofi + externos auto-selantes;

  3. Filipeta com data da lavagem e marcação se foi com ultrassom ou apenas phk.

[QUOTE username=Altanir userid=7347589 postid=1312662998]Meu procedimento é o seguinte, com discos comprados novos ou usados:

  1. Retirada da embalagem e descarte do envelope interno * salvo raras exceções, como no caso de discos Mofi, Quality Records ou similares;

  2. 18 min de Cuba Ultrassônica (água e detergente enzimático - na proporção e temperatura recomendada pelo fabricante do detergente ) + Mauro Mendes´ Girodisc;

  3. OPCIONAL:

                         Coloco o disco sobre uma toalha limpa e esfrego solução de limpeza (900 ml água, 100 ml isopropil e 5 gotas de triton-x) com a CURAPROX.                               Apenas em casos de extrema “teimosia” do disco em permanecer chiando por sujeira.

 

  1. 2 min de PHK com solução de limpeza, seguido de secagem por sucção;

  2. Novos envelopes internos Mofi + externos auto-selantes;

  3. Filipeta com data da lavagem e marcação se foi com ultrassom ou apenas phk.[/QUOTE]

Altanir, boa tarde✌

Utilize pelo menos uma vez  a solução enzimática em cada um dos seus discos … as “soluções” atuam em contaminantes específicos.

E não deixe de “limpar internamente” os plásticos de suas “salvos exceções” pois pode conter algum resíduo de “desmoldante” (…)

A cuba ultrassônica é uma opção excelente😉

Eu faço a limpeza aqui com a PHK, os dois líquidos fornecidos por eles mesmos. Já me disseram que o líquido principal era basicamente Triton, mas sem saco pra buscar porcentagens, comprar insumos e fazer alquimia. Luís Fernando, você já usou essa escova antes? Eu comprei uma chinesa dessas no ML a muito tempo. Parei de usar depois de um tempo porque tive a impressão de que riscava os discos. Pode ter sido azar de passar onde já tava riscado, só impressão… não sei. O certo é que eu aposentei ela. Se você não tiver certeza aconselho a usar em uns lps menos importantes pra testar. Essa outra eu comprei no Aliexpress mesmo mas não senti firmeza de usar. É um plástico duro revestido de uma lâmina fina de veludo, ou algo do tipo. Mas as escovinhas que vem dentro, principalmente a mais macia são uma mão na roda pra aquela limpeza rápida de agulha entre um LP e outro.

[QUOTE username=LuisFernando userid=7347856 postid=1312661527]Escovas para limpeza de lp.

Chegaram hoje do Aliexpress, para limpeza diária são muito boas.  20200826_121548.jpg  20200826_121512.jpg [/QUOTE]

Lucas, 

Realmente , é  uma peça que parece um isopor ou algo do gênero revestido com um tecido que imagino ser antiestatico.

Somente usei em um único disco, até porque chegou na segunda .

Mas em uma passada com muita delicadeza a impressão que tive é  que ele adere aos sulcos do disco e tira o pó  superficialmente.

Não notei se ele risca o disco.

Mas as escovinhas são ótimas.

Se notar alguma  anomalia no uso , reporto o ocorrido.?

No caso a anomalia que notei foi na escova, sem ser essa revestida com o tecido. Presta atenção na ação dela e depois volta aqui com o feedback. Se for positivo também, pra eu talvez tirar ela da aposentadoria.:v:?

[QUOTE username=LuisFernando userid=7347856 postid=1312757135]Lucas, 

Realmente , é  uma peça que parece um isopor ou algo do gênero revestido com um tecido que imagino ser antiestatico.

Somente usei em um único disco, até porque chegou na segunda .

Mas em uma passada com muita delicadeza a impressão que tive é  que ele adere aos sulcos do disco e tira o pó  superficialmente.

Não notei se ele risca o disco.

Mas as escovinhas são ótimas.

Se notar alguma  anomalia no uso , reporto o ocorrido.👍[/QUOTE]

Olá pessoal.

Eu sempre lavo os discos antes de ouvi-los. 

Disco usado eu lavo na ultrassom, depois na máquina de lavar discos e guardo. Quando for ouvir, passa na máquina de lavar discos de novo ðŸ˜„

Disco novo, lacrado, salvo exceções, passo na máquina de lavar. As exceções eu passo na ultrassom primeiro.  

Fala galera.

Eu ainda utilizo a velha e tradicional lavagem manual, com água destilada e sabão Neutro para todos os discos, só uso Curaprox em casos muito extremos, como sou muito criterioso na compra de discos usados, quase nunca a utilizo, deixo secarem ao natural depois plásticos novos, com relação as escovas uso da Audioquest tanto para o vinil quanto para a agulha ðŸ‘.

Pelamordedeus, não usem “sabão neutro”, usem sempre o Triton x-100.

Analog Corner #124—All Quiet on the Vinyl Front

Michael Fremer  |  Sep 16, 2020  |  First Published: Nov 5, 2005

https://www.analogplanet.com/content/analog-corner-124%E2%80%94all-quiet-vinyl-front

So much has changed in the world of record cleaning, especially with cavitation now available. Still this 15 year old column includes a great deal of useful information. However, much is wrong, especially the claim that all chemical residues used in most fluids are removed with vacuuming. My experience with the Kirmuss restoration system proved that for me-Ed.

Talk to vinyl fanatics about record-cleaning fluids? I’d rather discuss with Rummy the wisdom of invading Iraq, or debate with drug czar John Walters the efficacy of the so-called “war on drugs.” I’d rather talk to a wall. But here I am talking about them, having spent the better part of the summer swimming in the stuff. So many claims are made about how well they clean, and even about how they sound, that I decided a careful survey was in order. Remind me never to do it again.

What prompted this survey was the unearthing of Myles Astor’s article on the subject, published in an issue of the long-defunct magazine Sounds Like . . .. Although I don’t agree with some of Astor’s conclusions, the article is excellent, covering vinyl chemistry and fluid ingredients in admirable detail. I’ll spare you the chemistry, but here’s one of Astor’s conclusions: “[W]hile vinyl appears to be a solid, at the molecular level, it’s porous enough to allow chemical exchanges over time between the record’s surface and its interior.”

All vinyl compounds used for pressing LPs contain, among other ingredients, polyvinyl chloride (PVC) and polyvinyl acetate (PVA), the latter a softer material used as a plasticizer to keep the disc from becoming too brittle. Other ingredients often added to make the final vinyl biscuit include antistatic compounds, as well as coloring agents (carbon-black or dye) to give the naturally clear plastic its usual black color.

While a stylus’s downward tracking force is small—only couple of grams—its footprint is so tiny that the pressure per square inch that it exerts on the groove walls is enormous. Add the buildup of heat due to friction and you can understand why a tiny ridge in a microgroove pressed into a brittle material might crack and break. Hence the plasticizer.

In fact, one cause of the pops and clicks that mysteriously appear on pristine records after only one or two playings is due to impurities in the vinyl compound that break off or pop out under this pressure. (One of the claims made for the LAST preservative, once very popular, was that it bound those impurities to the vinyl’s polymer chain at the molecular level and thus prevented those pops and clicks from occurring.)

Water and isopropyl alcohol can leach plasticizers from vinyl compounds, making them more brittle, but, as Astor pointed out in his piece, in order for that to happen the fluid must be in contact with the record for at least an hour. If you apply fluid and vacuum it off within 30 seconds or a minute, can any plasticizer possibly be leached out? It’s unlikely, unless a residue is left on the record surface. One way to prevent that from occurring is to follow the cleaning with a rinse of distilled water, then another vacuuming. More about water shortly.

Another variable to be reckoned with is mold-release compound—a lubricant added to the vinyl during manufacture or sprayed on the stamper itself to ease the removal of the newly pressed record, and which has a tendency to “cloud” and soften the sound.(NOT TRUE-Ed 2020).

As for the best record-cleaning regimen I know of, regardless of what fluid(s) and applicators you use, see Michael Wayne’sfanatically meticulous article ( https://www.analogplanet.com/content/most-comprehensive-record-cleaning-article-ever-0). Even I don’t have the time, energy, or desire to follow Wayne’s advice to the letter, but I do make use of his insights in caring for my records. I’m sure you’ll find his advice useful as you formulate or update your own.

What we’re trying to remove from the grooves with all this cleaning is dust, fingerprints, mold-release compound, Special Sauce, cigarette ash—and that’s from some brand-new records I’ve cleaned lately. In addition to any or all of that, a used record might have cannabis resin, mucus, semen, blood, urine, sweat, rat droppings, cooking oil, lighter fluid, dishwashing detergent, and—the LP was stored in a wet basement—organic mold. You never can tell what’s on a garage-sale record—people have handled them who were doing G–d knows what at the time. And because records retain static charges that attract all kinds of crap, anything in the world might be lurking in the grooves of your used LPs.

Water, water, everywhere

What’s in modern record-cleaning fluids? Most ready-to-use cleaning fluids are at least three-fourths water. Next, there’s usually some kind of alcohol. Then, in far smaller amounts, a surfactant (detergent), which both breaks down water tension, allowing for easy fluid dispersion, and dissolves (emulsifies) non–water-soluble dirt, which is held in suspension by the liquid so it can be vacuumed off. It’s the detergent that really cleans the record; the alcohol increases the detergent’s action. Some makers of cleaning fluids claim that only an enzymatic cleaner can break down proteins and other organics that can grow in and on fingerprint oils, mold-release compounds, and the like.

H. Duane Goldman, a PhD chemist who’s also known as “The Disc Doctor” (Goldman recently retired and sold his business to Acoustic Sounds), claims that alcohol is used in record-cleaning fluids because of a “lone engineer at the British Museum who was on record as having stated that, following cleaning with methanol-water, he ‘liked the look of the disc.’ ” Goldman went on to tell me that Thomas Edison himself used methanol to clean his Diamond Discs, “to avoid wetting the spindle hole or edges of the disc, as these discs are a layer of phenolic resin over a filler that could absorb water, resulting in swelling and/or cracking of the surface.”

In the 1970s, the early days of consumer-grade record-cleaning machines, mixtures of isopropyl alcohol and water were in vogue. Isopropyl alcohol was used because methanol (methyl alcohol) is highly poisonous, and ethanol (ethyl alcohol) required a tax stamp because it’s the active ingredient in alcoholic beverages. (Don’t drink “denatured” ethyl alcohol or use it to make home-brew record-cleaning fluid; the substances added to it that make it unfit for drinking, such as acetone, will kill you and your records.) But, according to Goldman, while the various alcohols are very effective as wetting agents, for removing mold-release compounds, and helping the detergent component do its job, their efficacy as cleane- is minimal.

Quality counts

Water is heavy. When you buy a ready-to-use record-cleaning fluid, you’re paying for shipping H2O from the fluid manufacturer, to the distributor, to the retailer (if there’s a middle-man), and finally to your door. But you don’t want to be cleaning your records with tap water, which contains all sorts of impurities, including chlorine, heavy metals, pesticide residues, decaying organic matter, and other stuff you don’t want on your records or mix with your cleaning chemicals.

Water can be purified by deionization or distillation. You can buy steam-distilled water at the supermarket, and that’s better than tap water, but super-pure, deionized, reverse-osmosis–filtered water is the best kind to use for cleaning records. If you plan on saving money by buying concentrated cleaning fluid and diluting it yourself, visit your local college’s chemistry lab and try to grub some, or buy a reverse-osmosis filter for $135 and make your own.  Filterdirect  (I’m buying a reverse osmosis filtration system from https://filterdirect.com/). Otherwise, buy a ready-to-use fluid and hope the manufacturer has used distilled water that’s better than supermarket grade.

Some manufacturers are quite open about what they use in their fluids; others won’t say. Record Research Labs, Audiotop, and L’Art Du Son’s are teetotalers. Of the manufacturers who use alcohol, most use isopropyl, of which there are various grades of purity. Audio Intelligent  (http://www.osageaudio.com/) for instance, uses laboratory-grade isopropyl for its Record Cleaning Formula.

Goldman uses “analytical reagent grade,” 99.5%-pure 1-proponol in his two Disc Doctor fluids because he claims that isopropyl alcohol “has the greatest potential for removing various additives and extenders from the vinyl matrix.” He also claims that isopropyl alcohol is a poor solvent for stearic acid and its salts, which he says are the most common mold-release agents used in vinyl. Based on my experience, I’d say that unless you’re leaving fluid on the record for more than an hour, I’d be more concerned about the grade of the alcohol used than how the molecules are arranged (isoproponol is also known as 3-proponol), though isopropyl’s efficacy as a remover of mold-release compound does create another issue.

I didn’t talk to every manufacturer, but no one with whom I did speak specified the surfactants they used. Goldman says he uses a “carefully tweaked blend of ionic surfactants” in his standard fluid, and “non-ionic” in his Quick Wash. Audio Intelligent’s Paul Frumkin says that, along with using high-quality ingredients, the key to an effective cleaning solution is the proportion of those ingredients.

Now what do I do?

There I sat, staring at fluids from Audio Intelligent, Disc Doctor, Record Research Labs, Audiotop, L’Art du Son, VPI, Nitty Gritty, Bugtussel, LAST, Lyra, a guy named Brotman, and some old Torumat, vintage 1986, which I bought when I lived in Los Angeles and can’t bring myself to pour down the drain. But you should know that the shelf life of these products is finite, so don’t stock up. Some last longer than others; a year or so is a safe bet. With most of them, if you see sediment at the bottom of the bottle, it’s time to replace.

The mesmerizing singer-songwriter Sufjan Stevens had United’s Nashville pressing plant send me five test pressings of his latest double LP, Illinoise (Asthmatic Kitty), to get my approval before the press run. I felt honored. I played an uncleaned side, then cleaned each side of each set’s first disc with a different fluid, for a total of 10 fluids. Then I listened.

What did that prove? Scientifically, nothing—there’s no way to scientifically compare these fluids. Once you clean a record with one fluid, cleaning it with another doesn’t allow you to fairly compare the two—the second fluid tested benefits from an already clean record. You could reverse the process on the other side, but each side of a record is different. And you know what? Press 10 copies of a record from the same stamper and each can sound slightly different. Still, I cleaned and listened—I wanted to hear the album a few times anyway.

I wasn’t listening to hear which record cleaner “sounded better.” I think anyone who says that fluids “sound” different is delusional. If you put any cleaning fluid on a record and vacuum it all off, the only sonic difference can be the absence of dirt or residue, not the addition of a “sonic signature” from a nonexistent substance. That can be significant if a particular fluid removes crud and noise no other fluid managed to do, but it doesn’t mean you’re “hearing” the fluid. The only time you’ll “hear” a cleaning fluid is when you haven’t removed all of it, or when it’s designed to leave behind a residue, such as a lubricant. If you think otherwise, please write and tell me how a piece of vinyl’s intrinsic sound can be changed by pouring fluid on it, scrubbing it, then sucking all the fluid off.

I played side 1 of Sufjan Stevens’ Illinoise, then cleaned it and played it again. There was definitely greater focus and clarity, probably because most of the dirt and mold-release compound had been removed. Cleaning it again, with another fluid, made no difference that I could hear. Nor did playing the 10 cleaned sides back to back reveal any sonic differences. All 10 sides had occasional pops and ticks that no amount of follow-up cleaning could eliminate.

Do all of these fluids remove mold-release compound with equal effectiveness? I don’t know—I don’t have an electron microscope. But I used each fluid to clean a different brand-new LP that I played once before cleaning, and every disc sounded better after being cleaned: quieter and better focused. Machine-cleaning new records is as important as cleaning old ones.

I applied all of these fluids, as directed, to many other records over a period of two months, using inexpensive nylon brushes to avoid cross-contamination whenever a cleaning fluid did not come with

Edemar,

Sobre o (longo) texto, duas coisas:

Do all of these fluids remove mold-release compound with equal effectiveness? I don’t know—I don’t have an electron microscope. But I used each fluid to clean a different brand-new LP that I played once before cleaning, and every disc sounded better after being cleaned: quieter and better focused”

Ele não sabe da eficácia dos fluidos MAS os disco soam melhor depois de limpos. Isso me lembra o que os neófitos em lavagens de discos dizem sobre usar detergente de cozinha: “mas ficou bom, o som melhorou”. Claro que melhorou pois num disco sujo QUALQUER lavagem, até mesmo com água pura (i.e., sem nenum “fluido” ou detergente ou álcool) faz com que os discos soem melhor pois qualquer coisa é melhor que nada.

I don’t buy the claims that alcohol damages records. Yes, the wrong kind of alcohol can damage an LP, just as the wrong fluid of any type can. That said, all four of these proved that dusty, dirty records can be cleaned and, as best I could determine, mold-release compound be removed—all without alcohol.

Ele “acha” que álcool não faz mal aos discos mas fica só no “achômetro”. Depois ele dis que existem “tipos errados” de álcool e de fluidos para limpeza, ora então quais são os “certos”? Provavelmente nenhum desses que ele experimentou se não ele o teria apontado.

Continuo com o Triton X-100 com água destilada e na ultra-sonica, Claro que para

as sujeiras encalacradas sempre teremos a Curaprox® !!! 

E o álcool isopropílico em pequenas quantidades? Eu faço o líquido vendido no site da PHK, que é basicamente o Triton com a fórmula completa que eles passam. 150ml de isopropílico pra 1 litro de água destilada e 5ml se não me engano do produto. Não é recomendado? Qual o dano causaria e quanto tempo seria necessário pra causar esse dano? Ah, claro, o só uma lavagem já seria o suficiente ou seria algo que precisaria ser repetido e repetido…?

[QUOTE username=Wandique userid=7347621 postid=1317571509]Edemar,

Sobre o (longo) texto, duas coisas:

Do all of these fluids remove mold-release compound with equal effectiveness? I don’t know—I don’t have an electron microscope. But I used each fluid to clean a different brand-new LP that I played once before cleaning, and every disc sounded better after being cleaned: quieter and better focused”

Ele não sabe da eficácia dos fluidos MAS os disco soam melhor depois de limpos. Isso me lembra o que os neófitos em lavagens de discos dizem sobre usar detergente de cozinha: “mas ficou bom, o som melhorou”. Claro que melhorou pois num disco sujo QUALQUER lavagem, até mesmo com água pura (i.e., sem nenum “fluido” ou detergente ou álcool) faz com que os discos soem melhor pois qualquer coisa é melhor que nada.

I don’t buy the claims that alcohol damages records. Yes, the wrong kind of alcohol can damage an LP, just as the wrong fluid of any type can. That said, all four of these proved that dusty, dirty records can be cleaned and, as best I could determine, mold-release compound be removed—all without alcohol.

Ele “acha” que álcool não faz mal aos discos mas fica só no “achômetro”. Depois ele dis que existem “tipos errados” de álcool e de fluidos para limpeza, ora então quais são os “certos”? Provavelmente nenhum desses que ele experimentou se não ele o teria apontado.

Continuo com o Triton X-100 com água destilada e na ultra-sonica, Claro que para

as sujeiras encalacradas sempre teremos a Curaprox® !!! 

[/QUOTE]

[QUOTE username=Wandique userid=7347621 postid=1317571509]Edemar,

Sobre o (longo) texto, duas coisas:

Do all of these fluids remove mold-release compound with equal effectiveness? I don’t know—I don’t have an electron microscope. But I used each fluid to clean a different brand-new LP that I played once before cleaning, and every disc sounded better after being cleaned: quieter and better focused”

Ele não sabe da eficácia dos fluidos MAS os disco soam melhor depois de limpos. Isso me lembra o que os neófitos em lavagens de discos dizem sobre usar detergente de cozinha: “mas ficou bom, o som melhorou”. Claro que melhorou pois num disco sujo QUALQUER lavagem, até mesmo com água pura (i.e., sem nenum “fluido” ou detergente ou álcool) faz com que os discos soem melhor pois qualquer coisa é melhor que nada.

I don’t buy the claims that alcohol damages records. Yes, the wrong kind of alcohol can damage an LP, just as the wrong fluid of any type can. That said, all four of these proved that dusty, dirty records can be cleaned and, as best I could determine, mold-release compound be removed—all without alcohol.

Ele “acha” que álcool não faz mal aos discos mas fica só no “achômetro”. Depois ele dis que existem “tipos errados” de álcool e de fluidos para limpeza, ora então quais são os “certos”? Provavelmente nenhum desses que ele experimentou se não ele o teria apontado.

Continuo com o Triton X-100 com água destilada e na ultra-sonica, Claro que para

as sujeiras encalacradas sempre teremos a Curaprox® !!! 

[/QUOTE]

@Wandique @lucasribeiro2

No texto ele faz referência ao isopropanol ou álcool isopropílico, que vários fabricantes de produtos de limpeza para vinil utilizam e que não se deve deixar esse produto em contato com o vinil por um tempo longo (mais de uma hora).

“Water and isopropyl alcohol can leach plasticizers from vinyl compounds, making them more brittle, but, as Astor pointed out in his piece, in order for that to happen the fluid must be in contact with the record for at least an hour. If you apply fluid and vacuum it off within 30 seconds or a minute, can any plasticizer possibly be leached out? It’s unlikely, unless a residue is left on the record surface. One way to prevent that from occurring is to follow the cleaning with a rinse of distilled water, then another vacuuming. More about water shortly.”

Acredito que ele falará mais sobre os produtos que utilizam em sua fórmula o álcool isopropílico do próximo artigo, quando vai tratar dos produtos/soluções “heavy duty”:

“Next time: Heavy Duty Solutions, cleaning and storing tips, conclusions, glaring omissions“

Edmar