TinHifi p1

TinHifi p1 -O pequeno notável

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Nota: 

7/10 

 

 

Apresentação da marca

 
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A TinHiFi é uma marca chinesa de fones de baixo custo, mas de alta qualidade sonora e construtiva, conhecida por seus consagrados Tin T2 e o próprio Tin P1. A empresa produzia fones para OEM/ODM, mas em 2017 fundaram a marca TinHiFi e passaram a produzir fones de ouvido, começando com o Tin T1, que não foi um grande sucesso, mas logo foi lançado o Tin T2, que levou a marca ao sucesso, tanto no meio entusiasta, quanto entre leigos que só querem ter uma qualidade superior sem precisar penhorar o rim. Após isso a tin lançou o T3, P1, T2 pro e T4, que é o flagship atual da linha T.

O Tin P1 é icônico e disruptivo, pois é um fone muito sofisticado, com um pequeno driver planar magnético, uma tecnologia relativamente cara, colocada em um fone pequeninho, entregando uma assinatura sonora única dentro da categoria.

Visão geral do fone

 

O P1 é um fone encontrado entre US$ 130 e US$ 180, dependendo da época e local.

O P1 é um in-ear com um driver planar magnético de 10mm, cabo tipo MMCX . É necessário usar um amplificador ou fonte mais potente para conseguir ouvir todo o potencial do P1.

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Caixa e qualidade construtiva

A caixa e a apresentação do P1 é formidável e impressiona dado o patamar de preço.

Ele vem em uma caixa de cartonado de alta qualidade, que dentro tem um belo case de couro sintético, que abriga as ponteiras, o cabo e um pequeno cartãozinho da TinHifi. Na espuma da caixa estão abrigados os brilhosos P1.

 
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Ele vem com um bom conjunto de ponteiras, sendo 6 pares de silicone de diferentes tamanhos de abas e de bocal e um par de ponteiras de espuma enceradas e miolo de silicone.

 
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O cabo é do tipo MMCX de cobre “OFC”, com o conector P2 TRS banhado a ouro com acabamento cromado e de fibra de carbono e os conectores dos fones são cromados com conexões banhadas a ouro. Sua conexão é bem sólida ao fone e o “click” bem audível ao encaixe. A Tin optou por um cabo com um trançado solto e vi que isso desagradou muita gente, porém eu achei muito bonito e estiloso, o que acaba tornando o cabo meio único, mas isso vai do gosto de cada um...

 
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Finalmente, o fone: O P1 tem o corpo todo feito em aço inox polido, com excelente finalização em todo o corpo, exceto pelos bocais, que têm um ressalto para fixação de ponteiras que achei um pouco alto e pode incomodar um pouco. Dois pequenos buraquinhos permitem o deslocamento de ar do diafragma.

 
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De um modo geral nessa parte a TinHifi fez muito certo, pois é um fone que tem uma apresentação, acabamento e acessórios normalmente vistos em fones muito mais caros.

Especificações técnicas

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Ergonomia

O P1 é um fone do tipo IEM, em que o cabo passa por trás da orelha e a conexão fica para cima.

 
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O bocal do fone tem um ângulo de uns 130 graus e o corpo de um tamanho que dificilmente incomoda a orelha, mas esse ângulo do bocal pode não servir para todo mundo. O bocal de 5,85mm, com o ressalto que o deixa com 6,6mm podem ser um problema para as pessoas que têm um canal mais estreito. O bocal muitas vezes me incomodou e foi um pouco difícil encontrar a ponteira e o ajuste ideal do fone, sendo que muitas vezes o ressalto do bocal me machucou um pouco.

 
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Resumindo: em termos ergonômicos, acredito que pessoas com um canal auditivo muito estreito devem ter problemas com o ajuste do P1. Mas, é um fone bem pequeno e com um bom ajuste, tirando o eventual problema do bocal.

Som

De um modo geral o P1 é um fone bem claro, transparente e um pouco colorido que mostra bastante detalhes e apresenta as vozes, sobretudo femininas, de maneira espetacular. Ele tem uma resposta transitória bem rápida, porém não tem aquele “punch” típico dos planares, sobretudo em baterias e batidas eletrônicas mais secas.

 

Começando pela capacidade técnica do fone, o palco sonoro desse fone é um pouco difuso e às vezes ele soa um com um palco bem pequeno, às vezes apresenta uma profundidade e espaço muito amplos, como na gravação da “Partita para Violino Solo No. 1 em B menor, BWV 1002”, executada por Hilary Hahn. Nessa gravação parece que o violino está flutuando pelo ambiente, hora perto, hora longe, por um espaço de boa profundidade e largura.

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Em outras músicas, mais concentradas em vocais, o espaço dele é bastante reduzido, deixando a música bem na cara.

A imagem (Immaging) gerada pelo P1 é muito boa e é possível imaginar a posição dos instrumentos de maneira muito precisa por todo o espaço. Boas gravações binaurais e de microfone aberto mostram muito bem esse potencial do P1.

Para quem curte jogar com fones, essa pode ser uma boa opção de in-ear para o gênero FPS competitivo, pois é fácil ouvir passos e saber de onde está vindo o som de maneira muito clara, mas para jogos em que é desejável alguma imersão, com graves encorpados, eu não consideraria o P1, como falarei adiante.

Os agudos, ponto forte desse fone, são muito bem apresentados e parecem colorir um pouco o som, principalmente vozes mais agudas, mas de maneira agradável e melodiosa. Em função disso, e da boa resposta transiente, o detalhamento do som nesse fone é muito bom e é possível ouvir aqueles micro detalhes que nem sempre são muito perceptíveis. Há um pico ali entre o final dos médios e início dos agudos que pode incomodar pessoas mais sensíveis a agudos, mas não percebi nenhuma sibilância e nem chega a ser cansativo.

Os médios nesse fone são um pouco mais recuados que os agudos, porém os timbres mais complexos ficam um pouco coloridos e as vezes pouco naturais, algo que pode ser bem interessante para algumas músicas, mas pode soar estranho em outras. Um exemplo que me intrigou foi enquanto ouvia as músicas “ Ain’t got no” e “Feeling Good”, da Nina Simone em que o timbre de sua voz me pareceu razoavelmente diferente daquele ao qual estou acostumado, parecendo uma voz mais aguda e menos encorpada do que era para ser.

 
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Por outro lado, há músicas em que a textura da voz nesse fone é realmente impressionante. Na música “Shiver”, da Lucy Rose, esse fone revela em sua voz uma textura leve e macia e ainda revela alguns detalhes do violão em segundo plano e do acompanhamento em terceiro plano que muitos fones não são capazes de revelar, tudo com um palco de boa profundidade e largura.

 
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Sobre os graves, a falta deles nesse fone é notável e fica devendo em muitas músicas. Em geral músicas de Jazz, em que há um constante acompanhamento de instrumentos graves como Baixo e bumbo de bateria, junto com algum instrumento mais agudo, como sax, trompete, guitarra, ou algo que o valha, o baixo e o bumbo ficam muito retraídos, quase desaparecidos dentro da música. Tome como exemplo o jazz “The night has a Thousand Eyes”, executada por Sonny Rollins. Se você está habituado a ouvir essa música em um fone ou caixa com mais presença nos graves e depois escutá-la no Tin P1, vai notar que o baixo, que já é um pouco retraído na mixagem original, agora meio que desaparece, aparecendo apenas numa escuta mais atenta, mas, em contrapartida, o som do sax é apresentado de maneira espetacular e totalmente “na cara”. Outra música em que graves essenciais somem é em “Barley”, da Lizz Wright, em que há uma batida cheia indo até os sobgraves, que no P1 vira uma batida seca e sem corpo, com sua componente harmônica mais grave quase desaparecida. Em contrapartida, sua belíssima voz fica ainda melhor.

 
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Por outro lado, em alguns tipos de Jazz esse fone se sai excepcionalmente bem, como em música em que há uma predominância de guitarra com pouca ou nenhuma distorção, como na música “Joe’s Blues”, do Joe Pass, a apresentação da guitarra é absurdamente natural e quase parece que ele está tocando na sua frente com um bom amplificador. No palco sonoro, a bateria se apresenta atrás do ouvinte, levemente à esquerda, o baixo na frente à direita, a guitarra na frente à esquerda. A separação de todos os instrumentos é excelente, mostrando exatamente como cada instrumento soa individualmente.

 

Não conheia a marca, com este review deu vontade de conhecer !

Que review F… heim Antenor? Já dá para lançar um site com reviews de audio, estilo do Leo Drummond.

Quanto ao cabo trançado frouxo, tenho um Ibasso IT01 que tem um cabo muito semelhante a esse, e acho maravilhoso. Muito elogiado lá fora também, pela qualidade, para um fone de USD 100 no caso do IT01. Soube de gente comprando o fone só para aproveitar o cabo em fones mais caros, devido a relação qualidade X preço.

Ainda sobre os graves anêmicos, uma dica, que não sei se já tentou: tenta as ponteiras de espuma que vieram no fone, e/ou ponteiras de espuma de marcas de primeira linha (tipo Comply Foam). Geralmente, as ponteiras de espuma, por trazer um melhor isolamento, dão um upgrade imediato nos graves.

Depois de muitos testes, é o que costumo fazer para fones meus que quero “escurecer” um pouco o som. Ponteiras Spinfit eu uso quando quero manter o som mais “clareado”, com mais ênfase nos médios e agudos. É uma questão de testar e ver como soa para os seus ouvidos.

Só agora reparei que você já tem um site, o https://www.musicafe.info. Com certeza passarei a ser seguidor!

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Só agora reparei que você já tem um site, o https://www.musicafe.info. Com certeza passarei a ser seguidor![/QUOTE]

Salve, Davi!

Valeu pela força!

Estou começando, então seja bem vindo!

Sobre seu Ibasso IT01, veja se consegue escrever um Review, quanto mais, melhor para a comunidade. Tenho curiosidade com os fones e dacs da Ibasso, nunca tive nenhum.

Cara, os graves anêmicos são uma característica do driver desse TinHiFi. Eu testei todo tipo de ponteiras, amplificadores, dar um pequeno ganho nos graves via amplificador, mas nada disso deu substância aos graves. O que de fato funcionou, mas acabei não pondo no review, mas está no vídeo que gravei sobre ele, que é tapar o vent interno do fone com uma fita isolante. Isso deu uma certa substância aos graves, mas também nada absurdo. Dentre as ponteiras, a que mais gostei de espuma foi a comply TX400 e dentre as de silicone, a spinfit CP100, mas mesmo assim sem nada demais. Mas é um fone muito interessante que vale a pena conhecer.

PS: As ponteiras de espuma que vêm nele são um pouco duras, portanto nem usei, prefiro as comply que já tenho aqui.

Atualmente, eu tenho um Ibasso IT01, um Final Audio E2000 e um RHA T20, além do novo KB Ear F1.

Desses, posso dizer sem erro que o Ibasso IT01 é o fone mais completo, se complementa muitissimo bem com o Dragonfly Red. O RHA é o mais caro desses, e tecnicamente ganha em alguns quesitos, mas não se compara em termos de “riqueza de experiência” com o Ibasso.

Tinha reviews de todos os mais antigos lá no outro fórum, e infelizmente perdi tudo com o fechamento. Vou começar a escrever de novo por aqui.

Gosto muito do Tin P1. Um adendo é que ele responde muito bem à equalizações, o que pode sanar a “falta” de graves. De fato responde muito bem à amplificação, mas não achei tão difícil de amplificar quanto leio por aí. 

Casa muito bem com o Fiio M11 (especialmente na saída balanceada), com o Mojo e com o PowerDac V2 (destaque no excelente equalizador paramétrico dele, apesar de que o preset “T1 to harmann” de fábrica, pra mim, ser gravudo demais). Pareou bem demais com o A&K XB10, que apesar de não tão resolutivo, incrementa um pouquinho os graves e segura um pouquinho dos agudos, deixando ele mais “dócil” pra diversos estilos musicais.

Uso sempre com ponteiras Spinfit CP145.